Pelé não abre mão do fim do passe e do clube-empresa
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quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Agência Estado 
O ministro extraordinário dos Esportes, Pelé, pretende ser flexível na audiência que terá, às 14 horas de terça-feira, com a Comissão Especial, responsável pela análise do anteprojeto da Lei Pelé e as 127 emendas apresentadas. Diante dos 31 deputados, Pelé pretende acolher as boas propostas. Estou aberto para abrir mão em algumas discussões.
Pelé só não abre mão dos artigos que transformam os clubes em empresas e o que determina o fim do passe. É aí que vamos iniciar a moralização do futebol brasileiro, justificou. O ministro sabe, porém, que são justamente esses os artigos que mais irritam seus opositores, assim como evitar a criação de bingos que beneficiem o esporte - uma das emendas, apresentada pelo deputado Jovair Arantes (PSDB-GO), não só pede a manutenção dos bingos, como ainda acrescenta tômbolas e sorteios como formas alternativas de arrecadar fundos.
Pelé pretende aumentar o apoio convencendo os ainda indecisos com exemplos práticos. Estou cansado de ver disputa de jogadores brasileiros em partidas no exterior, comentou. Ele lembra ainda que todos os grandes times da história conseguiram construir um patrimônio, exceto os brasileiros. O Santos, Botafogo e Palmeiras, que marcaram uma época no mundo, não se igualam hoje ao Milan, Benfica, Real Madri, que também tiveram um grande período e souberam montar um patrimônio.


