O ministro extraordinário dos Esportes, Pelé, não vai recomendar ao presidente Fernando Henrique Cardoso a retirada do regime de urgência constitucional, que obriga a Câmara Federal a votar o anteprojeto da Lei Pelé até 3 de novembro. ‘‘Sem a urgência, tenho minhas dúvidas se a votação aconteceria ainda neste ano’’, disse Pelé, ontem à tarde, na primeira audiência pública da Comissão Especial, formada por 31 deputados e encarregada de discutir o projeto e suas 127 emendas propostas.
Muitos deputados utilizaram a audiência, que durou mais de quatro horas, para fazer comentários pessoais, preferindo revelar suas preferências clubísticas a propor ajustes ao projeto. Os pontos mais discutidos foram a extinção da lei do passe, a formação da liga de clubes e a criação de clube-empresa. A reprovação despontou como opinião maioritária. Pelé, que ouviu pacientemente os longos discursos, defendeu a extinção do passe.
A comissão vai ouvir hoje os deputados Eurico Miranda e Arlindo Chinaglia (PT-SP). Na terça-feira, o convidado é o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e, no dia seguinte, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman.

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