‘‘Posso queimar a minha língua, mas não tenho dúvida nenhuma de que Carlos Alberto Parreira é o homem certo para dirigir a Seleção Brasileira’’. A afirmação foi feita pelo Rei Pelé, que esteve ontem em Santos para comemorar o seu aniversário – ele completará 60 anos no próximo dia 23 – junto com a família, especialmente ao lado da mãe, Dona Celeste, que mora na Ponta da Praia.
Parreira, técnico do Atlético Mineiro, tinha sido sondado antes para ser o coordenador técnico da seleção – cargo hoje ocupado por Antônio Lopes. Ao lado de Luiz Felipe Scolari, técnico do rival Cruzeiro, Parreira está cotado para voltar a dirigir a Seleção na vaga aberta com a saída de Wanderley Luxemburgo .
O craque também falou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades no futebol. ‘‘Não acho justo o que estão fazendo com o Wanderley Luxemburgo, que foi transformado em bode expiatório, esquecendo-se de todo o resto, porque muita coisa precisa ainda ser apurada’’, condenou Pelé.
Sobre a atual crise do Santos, que corre o risco de não obter classificação para a próxima etapa do Módulo Azul da Copa João Havelange, Pelé acha que a diretoria presidida por Marcelo Teixeira errou em não aproveitar os jogadores dos times de base do Santos. ‘‘Gastou-se um dinheirão com atletas de fora, quando a diretoria poderia ter aproveitado os jogadores da casa, em condições de fazer o mesmo serviço’’.
Pela primeira vez, Pelé referiu-se a Sandra Regina Arantes do Nascimento Felintho, eleita vereadora à Câmara santista pelo PSDB, como ‘‘minha filha’’. Ele disse que a partir do momento em que concordou em fazer o DNA, exame de confirmação da paternidade, ficou claro que não pretendia prejudicar a investigação, negando a informação fornecida no início do processo por Sandra, hoje com 36 anos, de que nunca tentou uma aproximação antes.