Pelé e Ronaldo negociam a paz com a Fifa
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Jamil Chade <br> Agência Estado 
Zurique - Sem Ricardo Teixeira e nem Orlando Silva, o governo brasileiro deu a responsabilidade para Pelé negociar uma solução para a crise com a Fifa e tentar superar os problemas para a Copa do Mundo de 2014. Ontem, às margens do evento de gala da entidade, Pelé se reuniu com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, trazendo um recado claro da presidente Dilma Rousseff: está na hora de fechar definitivamente um acordo. ''Vim apagar fogo'', disse Pelé. Vistorias a estádios começam na semana que vem e, em março, a meta é de ter um acordo sobre a Lei Geral da Copa.
Nos últimos meses, a preparação da Copa no Brasil passou a ser sequestrada pela verdadeira guerra entre Blatter e Teixeira pelo poder na Fifa. Blatter ameaça publicar documentos que poderiam comprometer o brasileiro. Aliados de Teixeira, porém, alertam que Blatter pode cair junto se a denúncia for publicada. Nesta segunda, sem o cartola brasileiro, coube a Pelé costurar um acordo de paz. ''Ainda temos preocupações (com a Lei Geral da Copa). Mas acertamos que vamos tentar fechar um acordo até março, quando irei ao Brasil para um encontro com a presidente Dilma'', disse Blatter. ''Temos um rei conosco hoje (segunda)'', disse o suíço.
O governo vem hesitando em aceitar todas as exigências da Fifa. ''Tivemos reuniões com o presidente Blatter hoje (segunda) e está claro que vamos chegar a uma solução'', afirmou, sem detalhar qual seria o acordo. Pelé insistiu em chamar o cartola suíço como ''amigo'' e garante se sentir em casa na Fifa.
As equipes técnicas do governo e da Fifa vão se reunir nos próximos dias para superar as diferenças em pontos como ingressos, meia-entrada, normas de bebidas e questões de propriedade de marcas. ''Assumi como responsabilidade pessoal superar essa questão'', disse Blatter.


