São Paulo - Pelé mostrou satisfação por ter ajudado o país a receber a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas criticou a forma como as duas competições estão sendo encaminhadas.
''Estive com (o ex-presidente da Fifa João) Havelange e comentava que os latinos e os crioulos da África votariam no Brasil porque me adoram. Eu pensei que precisávamos dos votos dos suecos, dos outros europeus, e conseguimos. Falei isso com o (presidente do COB, Carlos Arthur) Nuzman também, mas aí estamos vendo agora como as coisas estão indo'', disse o ex-craque.
Ele deu a entender que é favorável a toda ajuda possível de governos para que o estádio do Corinthians em Itaquera seja erguido. ''É preciso dar todo apoio para que os estádios fiquem prontos. Infelizmente, temos essa indefinição hoje sobre São Paulo'', disse Pelé ao ser indagado se era a favor de isenções fiscais e incentivos do governo para o Itaquerão.
Outro assunto espinhoso foi sobre as crise na Fifa após tantos escândalos. ''No Comitê de Esporte, esses escândalos não chegaram. O Jack Warner (ex-presidente da Concacaf) era um amigo e saiu agora (acusado de estar em esquema de compra de votos para a eleição presidencial na Fifa)'', disse Pelé.
Nicolás Leoz, presidente da Conmebol (entidade que dirige o futebol sul-americano), foi ainda mais breve. ''Esse assunto (crise na Fifa) já foi dado por encerrado na Conmebol'', disse o paraguaio. Assim como o brasileiro Ricardo Teixeira, Leoz teve seu nome envolvido no escândalo recente da Fifa. Ele teria aceitado negociar seu voto para a candidatura da Inglaterra a sede do Mundial-2018.

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