O ex-piloto Pedro Paulo Diniz afirmou ontem, em São Paulo, que o futuro da equipe Prost Grand Prix é ''sombrio'' e que só um ''milagre'' permitirá sua sobrevivência. Ele confirmou que, apesar de ainda possuir 40% da organização, não planeja mais torna-se o seu proprietário, como era o objetivo quando adquiriu de Alain Prost sua participação acionária. ''Não quero entrar em detalhes, mas não concordei com a estratégia técnica e financeira adotada pela equipe e a deixei.''
O motor escolhido e a forma como a equipe planejou compor o seu orçamento para 2002 foram decisivos para Diniz rever seus interesses.
Já no GP dos Estados Unidos comentava-se no paddock que a Asiatech teria oferecido à Prost o seu motor de graça, como acabou fazendo com a Minardi, e até dava uma quantia em dinheiro, cerca de US$ 10 milhões, para auxiliar o time. Alain Prost, contudo, apesar das dívidas pesadas que tem, não inferiores a US$ 20 milhões, disse não à Asiatech.
Para complicar, competir com o motor Ferrari em 2002 exigirá de Prost o desembolso de US$ 25 milhões, que ele não tem idéia de onde irá tirar. Diniz não quis comentar a informação. ''Alain Prost é o sócio majoritário, a responsabilidade é dele'', limitou-se a dizer.

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