Pedro Paulo Diniz diz não ter culpa na crise da Prost
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sábado, 24 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
Um dia depois de Alain Prost procurar a Justiça a fim de solicitar um tempo para tentar pagar as dívidas de US$ 30 milhões da sua equipe de Fórmula 1, seu sócio brasileiro, Pedro Paulo Diniz, declarou que não tem nada a ver com as decisões administrativas de Alain Prost e muito menos com o débito. Seus advogados estariam garantindo que ele não deve pagar nada. ''Não vou na Prost há uns oito meses'', revelou o ex-piloto do Brasil.
Quando adquiriu 40% da Prost Grand Prix, no fim de 2000, o plano de Pedro Paulo Diniz era assumir a direção do time um ano mais tarde, ao exercer a opção de aquisição da porcentagem de Prost na sociedade, 51,3%. ''Negociamos a compra da equipe até o dia 15 de agosto, mas nossa proposta não foi aceita'', contou o brasileiro. ''A partir daí, desinteressei-me do projeto por completo.''
Apesar de ter investido dinheiro na Prost, mas como ele lembrou ainda no GP da Alemanha, bem menos dos US$ 26 milhões acordados inicialmente, por não cumprimento de metas da equipe, Pedro Paulo Diniz não participava das decisões gerenciais da equipe.
O ex-piloto brasileiro, que correu na Forti Corse, Ligier, Arrows e Sauber não comentou o que fará com os 40% que ainda possui na Prost Grand Prix. Certamente estão à venda. ''Meu grande projeto agora é implantar a Fórmula Renault no Brasil, tornar o automobilismo no País mais profissional, o que não quer dizer que não deseje à Prost a superação de suas dificuldades.''


