Pedro Gomes vence a primeira na Stock
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domingo, 01 de agosto de 2004
Agência Estado 
Curitiba - Muita emoção e duas discussões feias marcaram a sétima etapa do Brasileiro de Stock Car ontem, no anel externo do Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, que recebeu 33 mil pessoas. A emoção ficou por conta da primeira vitória de Pedro Gomes na categoria, o que levou seu pai, o veterano Paulão Gomes, às lágrimas. As discussões ocorreram em consequência de dois acidentes fortes, ambos envolvendo o piloto paranaense Alceu Feldmann.
A corrida seguiu os padrões da Stock e foi bastante disputada, com briga por posições em praticamente todas as 48 voltas. Pedro Gomes, da AMG Motorsport, largou em terceiro, aproveitou que Antonio Jorge Neto (Medley-A. Mattheis) tinha problemas para pular para segundo e partiu para cima de Giuliano Losacco (Itupetro-RC), que saíra na pole e liderava. Mais rápido, Gomes fez a ultrapassagem na 26 volta e manteve-se em primeiro até o final.
O piloto de 22 anos desabafou contra os críticos. ''Muitas pessoas diziam que eu era um piloto de tiro curto, que largava na frente, mas não terminava corridas. Agora mostrei que quando meu carro está bom e ninguém joga sujo comigo (alusão ao acidente com Chico Serra na etapa de Interlagos), chego lá.''
Paulão Gomes, quatro vezes campeão da Stock e que esta semana comemorou 40 anos de automobilismo, chorou de alegria. ''Estou mais feliz do que se estivesse vencido (chegou em 16º). É a mesma emoção que senti no dia em que o Pedro nasceu.'' Pedro Gomes completou as 48 voltas em 40min40s323, com média de 179,820 km/h. Comemorou dando ''zerinhos'' na pista e, por isso, foi multado em R$ 2 mil pela direção de prova. Giuliano Losacco terminou em segundo, a 2s889, e Felipe Maluhy (Bennamed) foi terceiro, a 3s650.
Losacco é o líder do campeonato, com 127 pontos. Cacá Bueno (Action Power), 11º ontem, tem 85. Raul Boesel (Repsol-Boettger) soma 66, em terceiro.
Acidentes e brigas A corrida teve dois fortes acidentes. No primeiro, na 16 volta, Feldmann (Fertipar) e Boesel se tocaram no fim do retão. Boesel perdeu o controle e bateu violentamente no muro, a cerca de 240 km/h. Três voltas depois, no mesmo ponto, Feldmann bateu em Thiago Camillo. Seu carro subiu no do piloto da Vogel e, ''agarrados'', os dois cruzaram perigosamente a pista na entrada do S.
Camillo xingou bastante Feldmann e quase o agrediu. Após a corrida, ele e Boesel conversavam no box sobre os acidentes, quando Feldmann foi ''tirar satisfações''. O bate-boca quase terminou em agressão. ''Não tive intenção em nenhum dos acidentes. Foram situações normais de corrida'', defendeu-se Feldmann.
Boesel pediu punição para os pilotos mais afoitos. ''A direção da prova precisa avaliar essa situação com cuidado. É preciso punir. Os pilotos têm de ser mais cautelosos e profissionais.'' Horas depois, a direção da prova anunciou que Camillo e Feldmann foram punidos e terão acrescidos 10 segundos aos tempos que fizerem nos treinos da próxima etapa, em Londrina, dia 29.


