Curitiba O pedreiro Claudemir da Silva foi baleado de raspão na perna ontem à tarde nas dependências do estádio Pinheirão, em Curitiba. Ele estava junto com um grupo de pedreiros que trabalhou nas obras do estádio e reivindicava o pagamento quando houve um princípio de confronto com o proprietário da empreiteira Itapoã, Gladimir de França, que teria sido o autor do disparo. A empreiteira foi a responsável por parte das obras de reformas do Pinheirão. O incidente foi atendido pelo Regimento de Polícia Montada, da Polícia Militar que cuida do bairro Tarumã, onde fica o estádio.
A confusão no Pinheirão teria sido uma repetição piorada do que já aconteceu na quinta-feira. Os mesmos trabalhadores haviam tentado receber e também não conseguiram. Na confusão, Gladimir teria dado tiros para o alto. Os pedreiros alegam que deveriam ter recebido os seus salários na sexta-feira da semana passada.
Na Federação, os funcionários também estão sem receber salários há três meses. Segundo um funcionário que prefere não se identificar, ainda não foi pago os salários referentes aos meses de agosto, setembro e outubro. As mais recentes obras do Pinheirão, concluídas para receber a seleção brasileira teriam custado R$ 9 milhões, segundo afirmou o diretor financeiro da entidade, Cirus Itiberê da Cunha, em uma conversa informal um dia antes do jogo entre Brasil e Uruguai.
O presidente da Federação, Onaireves Rolim de Moura, foi procurado pela Folha, mas não retornou as ligações.

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