PEDRA NO CAMINHO
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segunda-feira, 01 de setembro de 2014
BRUNO GROSSI<br>Florianópolis (SC)<br>[email protected] 
As contas que Kaká faz desde que voltou ao São Paulo para ser campeão brasileiro, com certeza, não incluíam um tropeço contra o Figueirense. Ontem, o craque tentou de tudo para conduzir o Tricolor à quinta vitória seguida no Brasileirão, mas saiu do Orlando Scarpelli com empate em 1 a 0 e, certamente, frustrado.
No primeiro tempo em Florianópolis, Kaká chamou a responsabilidade e fez o time funcionar em campo. Graças à experiência do meia, Muricy Ramalho conseguiu fazer seu time se impor mesmo com a mudança de esquema. Saiu o 4-4-2 para a volta do contestado 4-2-3-1. Osvaldo e Ademilson eram as armas para confundir a marcação catarinense.
A troca de posição entre os dois abriu espaço no meio da defesa do Figueira e Kaká apareceu livre nesse buraco. Era a chance de confirmar o papel de líder, mas a bola parou no bom goleiro Tiago Volpi. A outra oportunidade viria em cobrança de pênalti. O árbitro Wilton Pereira Sampaio não viu penalidade em cima de Alan Kardec.
Para o segundo tempo, Kaká parecia cansado. Osvaldo e Ademilson deixaram de trocar posições e viram o Figueirense abrir o placar. A zaga que parecia ter se estabelecido, voltou a bater cabeça e Giovanni Augusto marcou. Muricy demorou, mas percebeu erro na aposta tática.
Quase imediatamente, a mudança fez o Tricolor recuperar a superioridade. Kaká ganhou a companhia de Michel Bastos na armação e Reinaldo deu segurança ao setor defensivo. Mais forte na criação, sobrou espaço para Souza criar, Osvaldo sofrer pênati e Ceni deixar tudo igual.
Era o momento de sacramentar a reação. Mas a arbitragem novamente deixou o São Paulo e Kaká longe das metas calculadas. Michel Bastos se enroscou com Leandro Silva em lance de cartão amarelo. O juiz preferiu expulsar. Michel ficou inconformado, levou dura de Muricy, desistiu de se defender. Os pontos estavam perdidos e o Cruzeiro mais distante.





