Pedidos do esporte para o próximo Natal
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Se os londrinenses apaixonados por esporte pudessem pedir presentes para o Papai Noel neste Natal, certamente a lista seria bem grande. Desde a formação de times mais competitivos, mais patrocinadores, mais investimentos do poder público até a melhoria dos nossos palcos esportivos.
Nesta véspera de Natal, a FOLHA listou cinco projetos que, se realmente saírem do papel, podem ser verdadeiros presentes para a cidade e colaborariam muito para o fortalecimento do nosso esporte.
Todas estas promessas já foram temas de reportagens da FOLHA e a expectativa do torcedor é que os projetos possam ser colocados em prática, como a melhoria e a modernização do estádio do Café, cujos problemas geram muita reclamação a cada jogo do Londrina e dificultam a vida de quem utiliza o maior estádio do interior do Paraná.
Que o Papai Noel seja bonzinho com a sofrida torcida londrinense e atenda aos nossos pedidos, como o início da construção da arena multiuso para a prática do handebol, que poderia elevar o nível da equipe da cidade, assim como a liberação do estádio VGD (Vitorino Gonçalves Dias) para jogos oficiais, até melhorias e modernização no Autódromo Internacional Ayrton Senna e no ginásio Moringão. Que os nossos pedidos possam se tornar verdadeiros presentes para Londrina em 2019.
Uma luz para o Café

A grande promessa da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) para o estádio do Café em 2019 é a troca de todo o sistema de iluminação, que é o mesmo desde a inauguração do local, em 1976. Os recursos para a modernização virão de um projeto protocolado na Copel, que possui um fundo específico para ações de modernização que reduzam o consumo de energia. A obra prevê a troca de todo o sistema, com instalação de lâmpadas de LED na cobertura das cadeiras cativas. As atuais torres seriam desativadas e seriam mantidas em pé apenas para preservar a história do estádio londrinense. O investimento será em torno de R$ 3 milhões.
"O nosso projeto já foi aceito e agora estamos esperando apenas as questões burocráticas para confirmar os valores. Vamos resolver um dos problemas crônicos do Café", apontou o presidente da FEL, Fernando Madureira. O estádio do Café tem sofrido com diversos "apagões" nos últimos anos em jogos do Londrina. Além disso, o local recebe muitas críticas sobre a má qualidade da iluminação por parte de jogadores, treinadores e torcedores. Segundo Madureira, o projeto encaminhado para a Copel engloba, além do Café e do Moringão, a modernização da iluminação da Praça da Juventude da zona norte e da Praça Nishinomiya, no Aeroporto.
Por investimentos, autódromo será terceirizado

A FEL pretende repassar para a iniciativa privada a administração do Autódromo Internacional Ayrton Senna em 2019. De acordo com o presidente Fernando Madureira, a decisão já está tomada e a entidade trabalha agora para definir quais serão os critérios para a elaboração de um edital para um chamamento público dos possíveis interessados.
Madureira ressaltou que o autódromo atualmente está em boas condições, mas que para o município é mais difícil manter os investimentos que o local necessita. "Acredito que é mais benéfico você repassar para uma entidade que entende do assunto. O objetivo é manter o que se tem hoje e melhorar a infraestrutura com mais recursos. Tiraríamos a carga do volume diário de trabalho que é feito lá por nossa parte e o município continuaria recebendo os impostos que são gerados pelos eventos da mesma forma", afirmou Madureira.
O presidente informou que a ideia é fazer mais ou menos o que já acontece atualmente no Kartódromo de Londrina, que é administrado e dirigido pela Associação dos Kartistas da Região de Londrina, através de uma concessão municipal. "O autódromo continuaria recebendo os mesmos eventos que hoje integram o calendário", garantiu.
Moringão terá o teto trocado em 2019

A FEL espera finalmente em 2019 resolver um dos problemas mais críticos e antigos do ginásio Moringão: as goteiras. Uma licitação para a troca de toda a cobertura já foi aberta e a expectativa é que até o fim de janeiro a empresa vencedora seja conhecida.
O investimento será de R$ 2,5 milhões e os recursos são de uma emenda parlamentar, com contrapartida do município. Uma das preocupações, no entanto, é não atrapalhar o calendário de treinos e jogos das equipes no período em que o ginásio estará em obras. A previsão é que a reforma dure 90 dias.
"Estamos fechando a programação com as modalidades para encontrar a melhor época para fazer a troca. O importante é termos a licitação concluída e a empresa conhecida. Mas queremos fazer a obra ainda no primeiro semestre", apontou o presidente da FEL, Fernando Madureira.
Uma das alternativas para minimizar o prejuízo das equipes é ceder outros ginásios para as atividades das modalidades. "Estamos com uma licitação aberta também para fazermos uma reforma geral no ginásio do Bandeirantes, que seria uma válvula de escape enquanto a troca da cobertura do Moringão estiver sendo realizada", apontou Madureira.
O maior ginásio do município poderá ter também um novo sistema de iluminação, através de um projeto que foi protocolado junto à Copel, que possui um fundo específico de eficiência energética e que destina recursos para a adequação elétrica de espaços em busca de redução de consumo.
Londrina cai na real sobre 'novo' VGD

O Londrina admite que será difícil colocar em prática a tão desejada reforma geral do estádio VGD, em razão das dificuldades burocráticas junto à prefeitura e da falta de investidores. O clube quer colocar o estádio em condições de receber jogos, mas para isso precisa resolver problemas como a falta de iluminação e dos laudos obrigatórios de segurança.
"Fizemos várias tentativas com empresas, mas não conseguimos interessados e por isso a ideia de uma grande reforma está estacionada", revelou o presidente Claudio Canuto. "Também não conseguimos a liberação na prefeitura e vamos tentar resolver isso em 2019 para colocar o estádio em condições."
O projeto de ampliação e modernização depende de uma mudança na lei que cedeu o estádio ao LEC em 2013 por comodato durante 20 anos. O clube quer a concessão do VGD pelo menos até 2043.
O objetivo do Londrina era construir um lance de arquibancada atrás do gol de entrada, retirar a marquise do setor de numeradas e erguer uma nova estrutura com mais cadeiras, cabines de imprensa e camarotes. A capacidade saltaria para 12 mil lugares. A reforma previa ainda a modernização do sistema de iluminação, que hoje não está funcionando. O custo total seria de R$ 6 milhões.
"Acredito que a melhor alternativa neste momento é buscar parceiros menores para irmos fazendo os ajustes aos poucos. Resolver a questão dos refletores e tentar liberar o estádio mesmo com a capacidade atual de 8 mil", relatou Canuto.
Ano sem eleição é esperança do handebol

Apesar de já ter sido protocolado há mais de um ano no Ministério do Esporte, o projeto para a construção de um complexo exclusivo para o desenvolvimento do handebol em Londrina ainda não saiu do papel. A expectativa agora é que finalmente em 2019 algo de concreto possa acontecer.
"Em razão da eleição presidencial e das mudanças no Ministério do Esporte, ficou tudo parado. Temos cobrado politicamente uma resposta e temos o apoio da FEL", afirmou o técnico Giancarlos Ramirez, idealizador do projeto.
Além de uma quadra com dimensões oficiais (40m x 20m), o centro terá academia, vestiários, áreas para fisioterapia, setor administrativo, casa do atleta, alojamento para 60 pessoas, camarotes, cabines de imprensa, área de alimentação e estacionamento. O projeto engloba ainda um local para a instalação de um palco, fora do espaço da quadra, para a realização de shows e eventos.
"Isso vai mudar a imagem da nossa equipe. Teremos como gerar receitas com jogos, eventos e shows. Com toda esta infraestrutura, você tem atrativos para buscar patrocinadores", apontou Ramirez. O novo ginásio seria uma alternativa também para desafogar o uso do Moringão, já que o complexo poderia ser utilizado por outras modalidades.
O projeto é liderado pelo IHB (Instituto Internacional HandBrasil) e tem apoio da CBH (Confederação Brasileira de Handebol) e da Prefeitura de Londrina. O custo total da obra está orçado em R$ 5 milhões e o espaço será construído em um terreno do município localizado na zona oeste.


