São Paulo - Dirigentes do Palmeiras estão assustados com o possível pedido salarial do meia Alex, que deixa o Fenerbahçe para voltar ao Brasil após romper com o time turco. Fala-se em R$ 650 mil por mês. Mas isso não seria o salário fixo. O Palmeiras aceitaria pagar algo em torno de R$ 350 mil/mês e mais R$ 2 milhões de luvas repartidos no salário, totalizando os R$ 650 mil. O jogador pediu duas semanas para ajeitar suas coisas na Turquia e escolher em qual clube vai jogar. Suas opções são Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba, não nessa ordem.
Pessoas ligadas ao jogador dizem que ele gostaria de atuar por mais duas temporadas no futebol brasileiro. Para os técnicos desses três clubes, seria interessante que Alex se decidisse ainda neste mês para poder começar sua readaptação ao País.
O meia tem história nesses três times. Sua decisão será tomada pelo coração. Seu irmão, Alexandre, garante, no entanto, que dinheiro não moverá o jogador em seu retorno ao Brasil. Ele poderá aceitar salários mais baixos. A realidade dos clubes não comporta R$ 650 mil mensais para nenhum profissional. Nem para Alex. Neymar é o jogador mais bem pago do País, mas seu salário está atrelado 100% a patrocinadores. Para bancar os R$ 650 mil mensais que Alex pede, somente tendo um patrocinador forte, talvez até exclusivo. É possível. Essa é uma tendência com campo para crescer na administração dos clubes.
Os laços de Alex com o Palmeiras são fortes. Ganhou campeonatos importantes, como a Libertadores de 1999, e sempre teve o respeito da torcida.
Em condição semelhante está o Cruzeiro. Sob o comando de Luxemburgo, Alex faturou a tríplice coroa em Minas: o Mineiro, Copa do Brasil e o Brasileirão. Também foi ídolo em Belo Horizonte.
Mas foi em Curitiba que tudo começou. É isso pode ter um apelo gigantesco em sua decisão. Alex deu os primeiros chutes nas categorias de base do Coritiba. Tem familiares na cidade paranaense e pode pender para suas origens nessa volta. Não está descartada, diga-se, a possibilidade de Alex jogar em mais de um time nesses dois anos que tem pela frente.
Seu único desejo até agora é não disputar a Segundona. E isso coloca Coritiba e Palmeiras, que jogam nesta quinta, em posição delicada. E essa condição no Campeonato Brasileiro deverá fazer com que o meia postergue sua decisão. (Das Agências)

mockup