Embaixador do centenário do Corinthians, o ex-jogador Marcelinho Carioca, 39 anos, pode testar um pouco de sua popularidade fora de São Paulo em um ano que muito interessa a ele. Além do aniversário de 100 anos do clube em que figura entre os principais ídolos ser em 2009 - dia 1º de setembro -, o Pé de Anjo dará início a uma nova etapa na vida. Ele buscará uma vaga de titular na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Depois de ser jogador de futebol, se aventurar como cantor de grupo de pagode evangélico e de dar seus pitacos como comentarista de televisão, o embaixador corintiano será candidato nas eleições de outubro. Ele mesmo confirmou a pré-candidatura esta semana, durante evento promocional na loja ''Todo Poderoso Timão'', em Londrina.
Ao falar da iniciação na vida pública, ele descartou qualquer possibilidade de retomar a carreira de jogador. ''Na minha vida tudo é feito com planejamento, com foco e não me arrisco. Sou pré-candidato a deputado estadual pelo PSB'', afirmou. ''Por tudo que fiz no esporte, sempre procurei ser referência'', continuou, justificando a candidatura.
No entanto, a aposentadoria foi forçada. Marcelinho não cogitava pendurar as chuteiras em 2010, apesar de quase ser um quarentão já. ''Iria disputar ou o Paulista ou o Carioca, já que tinha propostas de clubes dos dois estados, mas decidi encerrar meu ciclo no futebol e partir para essa interação com o torcedor. Fiquei lisonjeado com o convite (de ser embaixador do Corinthians)'', disse.
Marcelinho ainda defendeu o atacante Ronaldo, que sofre para entrar em forma e vem sendo criticado por suas atuações em 2010. ''Após os 30 fica mais difícil, o cuidado fora de campo é fundamental. Ele tem que ser poupado mesmo, não dá para jogar todos os jogos'', afirmou.
Cercado por jornalistas e alguns repórteres tietes e até pelo senador corintiano Álvaro Dias (PSDB), ele tirou fotos, deu autógrafos, distribuiu simpatia e passou por momentos não tão agradáveis, como quando foi questionado sobre dois episódios marcantes na carreira: a briga com Ricardinho e o pênalti perdido em 2000, contra o Palmeiras, na semifinal da Libertadores da América.
''Do outro lado era o Marcos, e ele não é um goleiro qualquer. Porém, ele se adiantou no lance e a perda foi uma fatalidade. Enfim, em segundo, não me arrependo de ter perdido pênalti porque anteriormente havíamos conquistado o Mundial'', justificou-se sobre o erro fatal na competição continental, um dos poucos títulos que o Corinthians não tem.
Na decisão do Mundial de Clubes, em 2000, no Maracanã, diante do Vasco, Marcelinho Carioca também desperdiçou sua cobrança de pênalti, Mas contou com a sorte ao ver Edmundo também perder e dar o título ao Timão.
Sobre Ricardinho, ele foi curto e grosso. ''Já faz 9 anos e o que passou passou''.
Marcelinho comparou a equipe de 2000 com a de 2010, ao falar das chances de título corintiano na Libertadores deste ano. ''Naquele ano tínhamos um time maravilhoso e não levamos a Libertadores. Neste ano perdemos três peças fundamentais que são o André Santos, o Douglas e o Cristian e, mesmo assim, temos uma boa equipe e acredito que o grupo possa erguer essa taça no ano do centenário'', complementou, ao som de um bando de loucos fanáticos: ''Uh é Marcelinho!''.

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