Paz volta a reinar no Tubarão
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terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Nada como vencer um time do ''Trio de Ferro'' para apagar um princípio de incêndio. Foi o que ocorreu com o Londrina. A vitória por 2 a 1 sobre o Paraná Clube, domingo à tarde, no Estádio do Café, pôs uma pedra em cima da crise que começava a se instalar no Tubarão e devolveu a alegria ao treinamento. O ambiente carregado e cheio de cobranças e dúvidas quanto ao potencial do time deu lugar a um clima leve e focado já no adversário de amanhã, o Toledo, no Sudoeste do Estado. O treinamento de ontem, na piscina, foi marcado pelas brincadeiras.
''Agora começamos o caminho das vitórias. Perdemos a primeira em casa e tínhamos nova chance. Era obrigação vencer. Passar por um clube menor é, até certo ponto, fácil. Agora, vencer um time grande dá mais moral, valoriza o grupo e dá ânimo'', analisou o técnico Vica. ''As vitórias do União (contra o Coritiba) e do Rio Branco (contra o Atlético), dão força a eles também. Quem vencer os grandes nos primeiros jogos, vai levar vantagem''.
O volante Carlão concorda com o treinador. ''Vitória em cima de time grande dá moral. Temos, agora, que dar sequência'', cobrou.
Vica deve manter a base que jogou domingo. A única alteração é a entrada do lateral-esquerdo Bruno Barros, que cumpriu suspensão diante do Paraná, na vaga de Dênis, que o substituiu. O treinador só mudará de idéia em caso da liberação do zagueiro Clodoaldo e do atacante Eduardo. A novela pode acabar hoje à tarde. Eduardo entraria na vaga de Carlinhos. Vica ainda não decidiu quem sairia para a entrada de Clodoaldo.
Ontem, o técnico ganhou seis reforços. Os volantes Alemão e André, o meia Doda, o zagueiro Beto, o lateral-direito Ênio e o goleiro Leonardo, que disputaram a Copa São Paulo de Juniores, foram integrados ao time profissional. O elenco agora conta com 33 jogadores e alguns devem ser emprestados.
Sol O sol extremamente forte da tarde de domingo foi um dos aliados do Londrina na vitória sobre o Tricolor. Era visível o desgaste dos paranistas, que iniciaram os trabalhos para a temporada 2006 apenas no dia 3 de janeiro, enquanto a maioria dos clubes do interior, começou no final de novembro . ''O sol estava castigando. Senão estiver bem fisicamente, não aguenta mesmo'', alertou Carlão, que também reclamou do calor. ''É difícil jogar com essa 'lua'''.
Já pensando no jogo contra o Coritiba, dia 25, é possível que a direção alviceleste peça a antecipação das 20h30 para às 16 horas. ''Seria melhor pra gente. Iríamos sofrer, mas eles (o Coritiba) sofreriam muito mais'', apostou Carlão.


