É dinheiro como se fosse capim
O final da semana mostrou mais uma vez a lambança do vai-e-vem de jogadores, embalada por tantos milhões que parece que dinheiro é capim. Na quinta-feira, o são-paulino Denilson ‘‘estava’’ vendido para o Barcelona, mas a partir daí foi, voltou, foi, voltou... Já se imaginava ‘‘hablando espanhol’’, depois soube que havia dúvida, e, mais tarde, que não iria.
Após o jogo com o Inter demonstrava abatimento e mágoa. Aparenta boa cabeça, mas como não balançar (ainda mais um garoto, como ele) em meio a tantos milhões quase à mão e depois voando?... Afinal, seriam US$ 35 milhões, dos quais US$ 5 milhões para seu bolso. No meio da parada, cartolas, procuradores, empresários, e aí pode estar o ‘‘imbróglio’’...
Parece que alguém tentou levar muita vantagem. Não se imagine no mundo dos negócios do futebol alguém com interesse meramente ‘‘altruísta’’, ou dirigente envolvido em compra-e-venda de jogador preocupado apenas em defender o interesse do clube. Claro, há exceções, mas elas servem apenas para confirmar a regra.
No ‘‘mercado interno’’, Renato Gaúcho estava escalado no Flu para pegar o Vasco domingo. Pouco antes do jogo, acertou com o Fla, pegou suas coisinhas e se foi. Poderia ter ajeitado para não ser escalado e contar só na segunda. Mas, para essa gente, clube, camisa, respeito ao torcedor, é bobagem. Valem os cifrões.
Aqui e lá
O comportamento dos jogadores brasileiros está a léguas do que ocorre na Europa - sonho permanente de nossos ‘‘craques’’. No Barcelona, os jogadores ‘‘madrugam’’: o batente começa às 8 horas. Camisa fora do calção, nem em treino. Para entrevistas, são escalados apenas quatro a cada dia. Celular em ônibus ou refeitório, nem pensar.
No Real Madrid, jogadores que custaram milhões têm que deixar o vestiário completamente limpo. No fundo, é por aí que começa o respeito ao clube e aos próprios torcedores. Talvez isso ajude a explicar o estágio dos clubes europeus, especialmente espanhóis e italianos, sem dúvida os mais poderosos e organizados do mundo.
Minuano
O Inter renova e dá mostras de que está com boa pegada. Domingo, contra o São Paulo, não fez bobagem, atacou no momento certo e com cautela, e saiu com um bom empate. Está entre os primeiros na classificação, invicto, e não é de graça. Tem 12 pontos, um apenas atrás dos que dividem a segunda colocação, e com um jogo a menos que o líder Paraná (16 pontos).

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