Paulo Nunes, o 'mascarado', promete novas coreografias
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Paulo Guilherme 
São Paulo, 01 (AE) - Os colombianos que não estranhem: se Paulo Nunes fizer um gol no jogo desta quarta-feira à noite, haverá alguma coreografia especial para celebrar o feito. O atacante palmeirense está fazendo das máscaras a sua marca registrada. Ele não teme ser mal-interpretado pela torcida do Deportivo Cali. Para o jogador, seu estilo de festejar os gols é apenas para dar um brilho especial à partida, e não um tom provocativo ao adversário.
"Quero deixar minha marca por todos os lugares onde passar", disse Paulo Nunes. Ele já se "fantasiou" de Tiazinha, Mister M e Porquinho e diz ter uma coleção de 16 máscaras em casa. "Sempre vou comemorar meus gols com uma coreografia diferente"
avisou.
Paulo Nunes conhece bem a Colômbia e tem certeza de que não corre nenhum risco de ser perseguido pelos torcedores. "Fiz duas partidas decisivas lá, jogando pelo Grêmio, e todos nós fomos muito bem recebidos", contou. O time gaúcho superou o Nacional de Medellín, na decisão da Libertadores de 1995, e perdeu pelas semifinais do torneio do ano seguinte para o América de Cali. "A torcida colombiana incentiva o time, mas não é hostil com os adversários."
Esta é a sexta Libertadores de que Paulo Nunes participa. Ele disse que, de todas as campanhas que realizou, esta está sendo a mais difícil. "Tivemos confrontos muito equilibrados como os contra o Vasco, o Corinthians e o River Plate", apontou. Por isso, Paulo Nunes acredita que a conquista do título terá um sabor ainda mais especial.
Ele afirmou que o sacrifício dos jogadores foi grande para o time chegar à final. Mas lembrou que é preciso dar uma dose a mais de esforço. "Se a gente não ganhar esse título, não vai ter adiantado nada todo esse empenho", ilustra.
Força para Alex - O atacante pretende usar sua experiência em decisões para transmitir mais vibração para um jogador fundamental no esquema do técnico Luiz Felipe Scolari: o meia Alex. Decisivo nas últimas partidas do Palmeiras, Alex luta para livrar-se do estigma de sumir nos jogos decisivos. Paulo Nunes, César Sampaio e Arce têm a missão de manter o meia acordado em campo.
"As pessoas criam uma imagem a meu respeito que não é correta", defendeu-se Alex. "Depois, fica difícil de se livrar dela." Paulo Nunes prometeu dar uma força ao colega. "Eu e o Alex desafiamos o River Plate em Buenos Aires e criamos muitas chances para o Palmeiras", lembrou. "Vamos manter esse entrosamento para tentar derrubar o Deportivo Cali."


