São Paulo, 06 (AE) - O Palmeiras viajou hoje para Parma sem o atacante Paulo Nunes. A declaração do jogador ameaçando deixar o Alviverde caso não receba US$ 1 milhão que, segundo ele, o Benfica há lhe deve há dois anos, irritou a diretoria da Parmalat, patrocinadora do Palmeiras.
Paulo Nunes disse que a multinacional havia se comprometido a ajudá-lo a receber o dinheiro e só deixou o clube português para jogar no Palmeiras por causa da interferência da multinacional. O atacante pretendia até aproveitar a viagem para encontrar-se com o presidente da Parmalat na América Latina, Gianni Grisendi, que está na Itália, para tentar pressionar o Benfica a pagar a dívida.
Mas, hoje pela manhã, o diretor de Futebol da Parmalat, Paulo Angioni, tirou Paulo Nunes da delegação, alegando que ele não estava em condições psicológicas para viajar. O dirigente afirmou que a dívida é um problema do jogador com o Benfica. "A única participação da Parmalat na história é dar assistência jurídica ao atleta, como está ocorrendo", disse Angioni, lembrando que o caso está na Fifa.
O dirigente recusou a proposta dos advogados de Paulo Nunes, de que a Parmalat pagasse o US$ 1 milhão em cinco parcelas ao atleta, e, depois, cobrasse do Benfica.
Paulo Nunes não criticou a atitude da diretoria da patrocinadora do Palmeiras. O jogador ficará em São Paulo treinando durante os 14 dias em que o time estará no exterior.
O volante Rogério acertou hoje a renovação do seu contrato com o Palmeiras por mais um ano e viajou com a delegação para a Itália. Mas Galeano ficou em São Paulo: ele não chegou a um acordo com o Alviverde na renovação do seu contrato. Segundo o diretor de Futebol do Alviverde, Galeano não deverá mais jogar no Palmeiras. "Ele pediu um absurdo para renovar o contrato e seu passe será arbitrado na Federação Paulista de Futebol", afirmou o dirigente.

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