Paulo Isper vai disputar a F-Renault
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domingo, 14 de dezembro de 1997
Alberto Macedo 
Josoé de CarvalhoO londrinense Paulo IsperApós duas temporadas praticamente de aprendizado na Inglaterra, o piloto londrinense Paulo Rizzi Isper já definiu o que fazer em 98: Vou correr na Fórmula Renault e meu objetivo é o título, disse ele, que está de férias em Londrina. Para quem começou no kart já com 13 anos e andou na extinta Fórmula A paranaense, a subida para o automobilismo inglês foi muito rápida.
Paulo foi para a Inglaterra em 96, onde fez um curso de pilotagem na Silverstone Drive Center e venceu o campeonato entre os alunos com seis vitórias e dois segundos lugares. Foi aí que surgiu a oportunidade de competir na F-Ford em 97. O empresário Yap Soong, da Malásia, estava observando este certame e veio o convite. Ele estava montando uma equipe e me convidou para ser um dos pilotos, e que seria um aprendizado, onde todos iriam crescer juntos, conta Paulo.
DivulgaçãoTítulo em 98Paulo teve muitos problemas na F-Ford inglesa, pontuando apenas em cinco etapas, mas ele quer mudar isso para o próximo ano
Mas as coisas não foram bem assim. Durante a temporada os problemas foram tantos, que Paulo chegou a brigar até com seu engenheiro. Para começar quase não testamos. O Yap comprou o carro errado, pois quando a maioria vinha com Van Diemen a gente correu de Swift, que levava cerca de 1s30 de desvantagem. Como não fizemos testes, não conhecia as pistas, a não ser Silverstone. Além disso meu companheiro, o Edward Redfern, também era novato e aí ficou difícil trocar informações, observa.
Das 14 etapas realizadas na F-Ford, Paulo ficou de foram em quatro e pontuou cinco vezes: oitavo (Silverstone, 20/4), nono (Donington Park, 15/6) e décimo (Thruxton, 5/5; Croft, Irlanda, 29/6; e Silverstone, 21/9). Ele ficou em 16º lugar com 13 pontos. Até que no início consegui alguma coisa. Do meio do ano em diante a situação foi piorando. Meu engenheiro dava mais atenção ao meu parceiro, que era inglês. Falei com o meu chefe e o engenheiro saiu, analisa Paulo.
Se um ano foi de aprendizado e este de sofrimento, pelo menos a experiência obtida na Inglaterra valeu muito e será muito útil no futuro. Fiquei sozinho na Inglaterra e aprendi bastante, principalmente em relação aos circuitos, pois corri em todas as pistas (Silverstone, Donington Park, Thruxton, Brands Hatch, Oulton Park, Croft e Knock Hill). Esse será um problema a menos para mim em 98 observa ele, hoje é instrutor em Silverstone.
Um dos maiores problemas do londrinense foi o patrocínio. Durante o ano todo o patrocínio era o da própria equipe que se auto-sustentava, pois o Yap Soong era um empresário bem-sucedido na Malásia. De minha parte tentamos aqui em Londrina alguma coisa junto a prefeitura, se baseando na lei de incentivo ao esporte. Tinha contatos com a Mavillar, mas a prefeitura foi adiando e tive que me virar com o apoio de meu pai (José Isper). Agora, para 98, parece que tudo já está certo aqui em Londrina, pois o projeto está pronto e só falta o prefeito Antônio Belinati assinar, diz confiante.
Com patrocínio quase certo, Paulo Isper vai correr na F-Renault, uma vez que com a quebra da bolsa nos países asiáticos, o dono de sua equipe, Yap Soong foi um dos atingidos e resolveu se retirar do automobilismo. Vou para a F-Renault porque é uma categoria mais rápida, os carros usam asa, pneus slick e o chassi é mais leve, afirma. Uma temporada na F-Renault inglesa sai por volta de U$ 160 mil e Paulo terá a companhia do brasiliense Vitor Meira e do sul-mato-grossense Aluizio Coelho, que também correram de F-Ford este ano.


