São Paulo - A Libertadores deste ano promete muita emoção para o futebol. Se o Palmeiras cumprir sua obrigação e eliminar o frágil Deportivo Táchira, da Venezuela, na fase preliminar, os três grandes times da cidade de São Paulo lutarão juntos pelo título pela primeira vez na história da competição. E de quebra ainda haverá o Paulista, estreante no maior torneio da América do Sul. Com Internacional e Goiás, serão seis os representantes do Brasil - o maior número da história.
O Corinthians nunca disputou a Libertadores junto com o São Paulo. Mas enfrentou o Palmeiras duas vezes e se deu mal nas duas. Foi eliminado nas quartas-de-final em 1999 (ano em que o rival foi campeão) e na semifinal em 2000. Em ambas, a vaga foi decidida nos pênaltis. E em ambas brilhou o goleiro Marcos.
Se leva vantagem contra o Corinthians, o Palmeiras é freguês do São Paulo. Enfrentou o tricampeão do mundo em 1974, 1994 e 2005 e foi eliminado nas três vezes. Pior: em seis confrontos, perdeu cinco e empatou um.
Os três times têm motivos para dar prioridade à Libertadores, que começará em meio ao Campeonato Paulista e depois será disputada simultaneamente ao Campeonato Brasileiro. O São Paulo sonha com o tetracampeonato, o Palmeiras quer o bi para poder lutar por seu primeiro título mundial e o Corinthians está obcecado para conquistar um título inédito em sua história e acabar de vez com as gozações dos rivais sobre sua ''falta de passaporte''.
A Libertadores é o grande objetivo da MSI desde o início da parceria e por isso Kia Joorabchian não quis nem ouvir propostas para vender Carlitos Tevez antes da competição.
O Palmeiras manteve seus principais jogadores e contratou dois destaques do último Brasileirão: Paulo Baier e Edmundo, um velho ídolo da torcida.
O São Paulo perdeu Cicinho e o técnico Paulo Autuori, mas a diretoria promete contratar reforços para o time continuar sendo forte.

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