São Paulo, 02 (AE) - O lateral-direito Jura, da Internacional de Limeira, clube da divisão de elite do futebol paulista, foi suspenso, preventivamente, por 30 dias, pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol (FPF) por uso de doping. Um exame feito depois da partida entre Rio Branco e Inter (3 a 0), dia 13, em Americana, constatou a presença de maconha no organismo do atleta, que começou no Guarani e teve passagens pelo São Paulo e Flamengo. O exame de contraprova, realizado cinco dias depois, confirmou o resultado positivo.
"O jogador já foi citado em uma ação penal desportiva e o julgamento deve acontecer em alguns dias", disse o presidente do TJD, Marco Polo del Nero. Antes disso, Jura, com seus advogados, tem prazo até quinta-feira para elaborar sua defesa. Del Nero lembrou, porém, que de acordo com a Lei Pelé, na prática, a suspensão para o atleta seria de, no máximo, 29 dias. O restante seria transformado em pena pecuniária. "Seria um presente para ele", afirmou.
Segundo o presidente da Comissão de Controle de Dopagem da FPF, o médico Fernando Antônio Solera, não ocorriam casos de doping em campeonatos paulistas há mais de sete anos. Solera explicou que o controle, agora, está mais rigoroso e a tendência é que novos casos apareçam. "Mais atletas estão passando pelos exames após cada partida e estamos usando os mesmos aparelhos utilizados na Copa do Mundo da França", contou.
Antes, eram sorteados dois atletas por equipe e, raramente, o árbitro do jogo e o médico responsável solicitavam o exame de mais algum outro jogador com desempenho suspeito. A partir deste ano, os jogadores são escolhidos e, em algumas partidas, até quatro atletas por equipe passam pelo exame. "O doping é uma realidade que chegou ao futebol", afirmou Solera, há 18 anos na área.

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