São Paulo - Mesmo obrigado, por lei, a manter o regulamento do ano anterior, o Paulistão 2015 começa neste sábado com uma novidade que deve causar impacto: cada clube pode utilizar apenas 28 jogadores durante o Estadual. A restrição deve prejudicar principalmente os grandes da capital. Afinal, São Paulo e Corinthians precisam rodar o elenco enquanto disputam a Libertadores e o Palmeiras finalmente tem uma geração promissora chegando das categorias de base. As portas para os garotos devem ser fechadas durante o Estadual.
Por isso, a regra vem sendo criticada por Oswaldo de Oliveira, Tite e Muricy Ramalho, respectivamente os técnicos de Palmeiras, Corinthians e São Paulo. Só a presidência tricolor, entretanto, votou contra a medida proposta pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Todos os outros 19 clubes do Estadual a apoiaram, inclusive os demais "grandes" de São Paulo. A medida beneficia, em teoria, os clubes do interior, que vão ter que reduzir "na marra" os elencos sempre inchados e rotativos durante o Estadual.
A fórmula da competição é a mesma do ano passado, com quatro datas a menos em relação às temporadas de 2013 para trás. Os 20 participantes estão divididos em quatro grupos e cada time jogará contra os rivais das outras três chaves, realizando 15 partidas cada. Os dois primeiros de cada grupo vão às quartas de final. Nesta fase, se cruzam, em primeiro contra segundo, os grupo de São Paulo (A) e Corinthians (B) num lado da chave e os de Palmeiras (C) e Santos (D) na outra. Os quatro que somarem menos pontos, independentemente dos grupos, serão rebaixados.
Assim como já foi em 2014, só dois times da cidade de São Paulo poderão jogar as quartas de final em casa, obedecendo determinação da FPF, que tem o direito sobre o mando dos confrontos da competição. O Audax começa o torneio como clube paulistano, mas pretende pagar uma taxa à FPF para se transferir oficialmente para Osasco.
Nas semifinais, o time de melhor campanha no somatório das fases anteriores joga em casa, contra a equipe de quarta melhor campanha. Em caso de empate, o confronto vai para os pênaltis. Já na final terá direito de decidir em casa o time que tiver melhor campanha em todo o Paulistão, sem o critério de gols fora.

PREMIAÇÃO
Se por um lado a FPF "engrossou" com as equipes na questão do limite de inscritos, por outro abriu um pouco mais o bolso. Neste ano, campeão paulista vai embolsar R$ 3 milhões - R$ 500 mil a mais do que o Ituano recebeu por levantar a taça no ano passado. O prêmio ao vice será de R$ 1 milhão, ante os R$ 600 mil embolsados pelo Santos em 2014. Terceiro e quarto colocados ganharão R$ 300 mil; entre o quinto e o oitavo lugar levarão R$ 200 mil; e ainda R$ 100 mil para os times que terminarem entre a 9ª e a 16ª posição, uma novidade.

mockup