Paulistão pode ter 22 jogos anulados
São Paulo - Depois da remarcação de 11 jogos do Campeonato Brasileiro pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter, o Paulistão/2005 poderá ter o dobro de partidas anuladas - foram 12 apitadas por Edílson Pereira de Carvalho e 10 por Paulo José Danelon. Mas, diferentemente do campeonato nacional, os confrontos do torneio estadual não voltarão a ser disputados.
Se o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) optar pela anulação pura e simples das 22 partidas, o campeão continuará sendo o São Paulo. Mas o segundo colocado, no lugar do Corinthians, passa a ser o Santo André. O prêmio pelo vice-campeonato é de R$ 400 mil, que teria de ser repassado ao clube do ABC.
Mas entre os rebaixados acontece uma mudança séria - e é aí que está o maior problema. O Barbarense ficaria na primeira divisão e a Portuguesa Santista, que perderia sete pontos com a anulação dos 22 jogos, cairia para a Série A2.
O presidente do TJD, Naief Saad, e o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, estiveram ontem na sede da Polícia Federal e voltaram impressionados com as informações que receberam. ''Não podemos tomar a mesma decisão de Luiz Zveiter já que o Paulistão acabou e não há datas para remarcar os jogos. Portanto, temos que pensar em uma alternativa. A anulação é uma grande possibilidade'', admitiu Naief Saad.
Marco Polo Del Nero disse que a partir de agora o caso ficará nas mãos do TJD, que já nomeou uma Comissão de Inquérito presidida pelo delegado Oswaldo 'Nico' Gonçalves. ''Vamos analisar caso a caso. A possibilidade de anulação de jogos existe'', revelou Nico.
A FPF não pretende aumentar o número de times na Série A1 em 2006. O campeonato está previsto para 20 equipes. Mas tudo dependerá do Tribunal. (Agência Estado)





