São Paulo - De falta de estímulo para ir aos estádios o torcedor paulista não pode reclamar. Poucas vezes o Campeonato Paulista esteve tão recheado de técnicos renomados, estrelas e equipes em boa fase, o que promete bastante equilíbrio, ao contrário de 2005, quando o São Paulo se sagrou campeão com relativa facilidade.
No banco de reservas, haverá treinadores que já passaram pela seleção brasileira, casos de Emerson Leão, do Palmeiras e Vanderlei Luxemburgo, do Santos, que prometem duelos empolgantes contra os atuais campeões brasileiro, Antônio Lopes, do Corinthians, e mundial, Muricy Ramalho, do São Paulo. Há ainda os que pretendem resgatar seu prestígio, como Nelsinho Baptista, do São Caetano, e Giba, da Portuguesa.
Atual detentor da taça estadual, o São Paulo manteve a base que se consagrou no Mundial de Clubes do Japão, mas deve utilizar a competição como aquecimento para a Libertadores, quando tentará o tetracampeonato (saiu o técnico Paulo Autuori, que aceitou proposta para trabalhar no Japão, e chegou Muricy, vice-campeão brasileiro pelo Internacional).
O mesmo pode se esperar do Corinthians, ainda liderado pelo argentino Carlitos Tevez e de olho na inédita conquista da América. Embalado pela chegada de reforços como Edmundo, o Palmeiras tenta levar a taça do Paulista de volta ao Palestra Itália depois de nove anos. O Santos tenta pôr fim a jejum ainda maior: não conquista o título desde 1984.
Os times do interior também vêm com força. Equipes tradicionais como Noroeste, São Bento e Bragantino estão de volta à elite. O sempre organizado Paulista de Jundiaí, que disputará a Libertadores pela primeira vez, também quer brilhar. E Guarani e Ponte Preta, que um dia já brigaram até pelo título nacional, tentam a conquista inédita.
Regulamento Se a fórmula de disputa é a mesma do ano passado (20 equipes jogam entre si em turno único, quem fizer mais pontos será campeão e os quatro últimos serão rebaixados) a organização do Campeonato Paulista deste ano terá novidades. A principal delas será nas arbitragens, que passarão por rígido controle da Federação.
Haverá um ranking de árbitros, dividido em três categorias ouro, prata e bronze , que levará em conta as atuações ao longo do ano. Os que tiverem boas atuações, sobem. Os que forem mal, serão rebaixados de categoria, explica Marcos Marinho, presidente da comissão de arbitragem da entidade. ''Saberemos quem está na arbitragem por passatempo e quem quer vencer na profissão''.
Marinho diz que as notas dos árbitros serão divulgadas periodicamente pelo site da Federação (www.fpf.org.br). O campeão estadual receberá um prêmio de R$ 1,5 milhão, e o vice R$ 400 mil.

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