Paulistão começa com série de atrações
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Eduardo Maluf<br> Agência Estado 
São Paulo - O Campeonato Paulista, enfim, volta a atrair a atenção do público. O torneio estadual de mais destaque e importância do País começa hoje com uma série de atrações, não vistas há vários anos. A disputa pelo título promete ser acirrada, pois o Corinthians ou melhor, a MSI investiu bastante e contratou jogadores de primeira linha, como Tevez e Carlos Alberto, o Santos reforçou seu ótimo elenco, campeão brasileiro de 2004, o São Paulo manteve a boa base e o Palmeiras garante, por meio de sua nova diretoria, que dará mais atenção ao futebol. Também não se pode ignorar o perigoso São Caetano, que é o atual campeão. E a torcida é para que a Portuguesa volte a dar trabalho.
Torcida, aliás, é o que a Federação Paulista de Futebol mais espera ver nas arquibancadas. No ano passado, a competição foi um fracasso. A média de público não atingiu os 4,3 mil pagantes por jogo e decepcionou os organizadores do torneio. ''O campeonato foi horrível'', reconhece Marco Polo Del Nero, presidente da entidade. Ele espera, em 2005, pelo menos o dobro de torcedores nos estádios por partida para ajudar, o preço dos ingressos foi reduzido de R$ 20 para R$ 15.
A competição de 2004 teve regulamento nada convencional. E realmente não entusiasmou. Os participantes foram divididos em dois grupos, um com dez e outro com 11, classificando-se oito para as quartas-de-final. A final entre São Caetano e Paulista não empolgou. No primeiro confronto, 10 mil pessoas foram ao Pacaembu. No segundo, 25 mil.
Após debates com dirigentes, treinadores e jornalistas, a FPF decidiu que era hora de mudar tudo. E pôs em prática o sistema de disputa por pontos corridos, como ocorre no Brasileiro desde 2003. A equipe que fizer mais pontos, em 19 rodadas e turno único, ficará com a taça, sem final. É certo que em 2006 e 2007 a fórmula será mantida. O encerramento do Paulista está marcado para o dia 17 de abril.
''Aposto num campeonato equilibrado'', opina Del Nero, que lamenta não poder ver seu campeonato realizado em dois turnos por falta de datas. O dirigente acha, no entanto, difícil que os times do interior consigam surpreender, embora tenham se reforçado para, pelo menos, brigar contra o rebaixamento, que conduzirá quatro clubes para a Série A2 do próximo ano. ''A Lei Pelé prejudicou muito os clubes do interior'', afirma. ''Os empresários tiram os jogadores desses clubes, assim fica difícil.''
A graça do campeonato será mesmo dada pelos mais poderosos do Estado, que devem travar duelos emocionantes. É verdade que a prioridade de Santos, São Paulo e Palmeiras é a Libertadores e que o Corinthians está mais preocupado com o Brasileiro, mas o torcedor não quer saber se a disputa é internacional ou estadual. E vai cobrar, como ocorreu no ano passado, quando todos os chamados grandes fracassaram e tiveram problemas para juntar os cacos para o restante da temporada.


