São Paulo - Oscar Schmidt e Magic Paula têm algo em comum, além de serem grandes ídolos do basquete e terem integrado o grupo dos medalhistas pan-americanos, mundiais e olímpicos na festa de 70 anos da Confederação Brasileira de Basquete: por enquanto, querem ficar longe das quadras e de assuntos ligados ao esporte.
Oscar, de 45 anos, que parou de jogar há seis meses, quando o Flamengo foi desclassificado do Campeonato Nacional, dedica-se à família ''levo a Stefani para a escola'' e dá palestras. Paula, de 41 anos, deixou a Secretaria de Alto Rendimento do Ministério dos Esportes há menos de um mês, ''desencantada'' com a política de Brasília, e ainda ''pensa no que fazer''.
Em São Paulo, Paula mantém a forma correndo no Ibirapuera. ''O que houve é recente. Vou pensar antes de fazer algo com minha filosofia.'' Paula deixou a secretaria por discordar da política do ministro Agnelo Queiroz e do que define como excessiva influência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Já Oscar, o maior cestinha brasileiro de todos os tempos acha que a organização do esporte não deveria ser centralizada na CBB. Defende a criação de uma Liga independente, ''como na França, Itália, Espanha e Grécia, para fazer o campeonato principal do Brasil''.
Paula admite que falou menos do que sabe, mas ficará quieta sobre questões que não pode sustentar. Ainda é elogiada por devolver o dinheiro dado pelo COB para pagar sua estadia durante o Pan-Americano. ''Na rua, me dizem: 'valeu a coragem'. Como se eu tivesse feito algo excepcional.''

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