Patrocínios modestos também dificultam
Conquistar patrocinadores é outra dificuldade dos times nordestinos. Quando conseguimos um patrocínio de camisa na casa de R$ 4 milhões, como neste ano, achamos que é o máximo. Os times de São Paulo falam em R$ 20 milhões, no mínimo (o Corinthians acabou chegando a
R$ 32 milhões com a soma de todos que expuseram sua marca na camisa). E olha que é muito raro conseguir o valor que conquistamos este ano. É que foi uma temporada atípica, com Libertadores e tudo.
O Fortaleza, que recentemente abocanhou os títulos cearenses de 2000 a 2005, e depois ainda em 2007, 2008 e 2009, e agora amarga a Série C do Brasileiro, viveu situação inversa. Perdemos um patrocinador que nos apoiou por nove anos. Era mais que um patrocínio porque, além do valor mensal que a empresa nos dava, sempre nos ajudava quando precisávamos de uma contratação ou de algum investimento, explicou Lúcio Bonfim.
Em função disso, de acordo com o dirigente, a folha de pagamento teve de ser reduzida de R$ 650 mil em 2008 para R$ 330 mil nesta temporada. É claro que isso reflete em campo, mas enfrentamos também outros problemas. Tivemos quatro técnicos no campeonato, o que não é bom.
Já o Ceará sonha escrever um capítulo diferente em sua volta à elite nacional após cinco anos - disputou a Série A pela última vez em 1994. Nada é por acaso. Reformamos o estádio, construímos sala de imprensa, centro de fisiologia, academia e passamos de 1,5 mil sócios-torcedores para 13 mil. A luta, agora, é para sobreviver entre os grandes. (A.E.)





