Como é ser profissional de tênis no Brasil? Para Paulo Taicher, finalista do Folha/Banestado Internacional de Tênis, a situação melhorou muito com a ascensão de Gustavo Kuerten, o Guga. ‘‘Antes era realmente difícil até para responder. Quando eu dizia que jogava tênis, a pessoa já vinha com o papo de que isso era um hobby. Quase sempre fui obrigado a dizer que era estudante, para não deixar nenhuma idéia diferente no ar’’, conta.
Mas Taicher, hoje, já não precisa despender dinheiro para participar do circuito ITF Futures. ‘‘Tenho patrocínio da Diadora e da Haed, que ajudam a empatar as coisas e assim vou levando.’’
Gaúcho de Novo Hamburgo, Taicher segue direto de Londrina para Campos do Jordão, onde hoje começa outro torneio, exatamente como esse de Londrina, inclusive na premiação: US$ 15.000,00. Aliás, não só ele: todos os 32 tenistas que disputaram a chave principal do Folha/Banestado viajam para aquela cidade paulista, com o objetivo de faturar novos pontos para o ranking profissional. Hoje e amanhã, lá, acontece o qualifying.

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