O Brasil está ameaçado de não ter seus representantes no tênis masculino na Olimpíada de Sydney, Gustavo Kuerten e Jaime Oncins. Enquanto Guga descansa em uma praia tranquila, esfriando a cabeça depois de perder na primeira rodada do US Open, nos bastidores seus empresários estão agitados, procurando resolver um delicado impasse: como pôr o tenista no torneio olímpico sem causar problemas com seus patrocinadores? A tentativa de solucionar o problema arrasta-se há meses e, com os desgastes nas negociações, um final feliz está cada vez mais difícil.
O primeiro problema surgiu com a roupa que Gustavo Kuerten teria de usar em Sydney. A delegação brasileira, por intermédio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é patrocinada pela Olympikus. O principal tenista brasileiro usa Diadora e ostenta a marca do Banco do Brasil e da globo.com nas mangas. Por contrato, precisa aparecer nas quadras com estas marcas. A primeira negociação queria dar a Guga a mesma condição da seleção de futebol, que poderá usar Nike nos jogos em Sydney.
Até agora, não se chegou a um acordo. A Olympikus já teria aceitado tirar sua marca das roupas de Guga. Mas ainda assim, isso não atenderia às exigências das cláusulas contratuais do tenista com seus vários patrocinadores. Sem Guga e com as inscrições já encerradas, Jaime Oncins ficaria sem parceiro e também não poderia ir aos Jogos.
US Open – O australiano Wayne Arturs, que eliminou Guga do US Open, passou ontem à terceiraª rodada do torneio ao superar o compatriota Jason Stoltenberg por 2/6, 7/6 (7x2), 6/4 e 6/4. O espanhol Alex Corretja ganhou de Marc Rosset (Suíça) por 6/3, 7/6 (7x4) e 6/3. No feminino, Martina Hingis marcou 6/1 e 6/0 em Tathiana Garbin (Itália).

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