Das equipes de ponta que Londrina possui – aquelas que disputam competições nacionais – aparentemente a situação mais tranquila é a do basquete. Como tem um patrocínio fora da Lei de Incentivo ao Esporte, a Sercomtel, a equipe cerca de 60% da folha de pagamento paga com esta receita. Apenas o restante é que vem da Lei. Nesta situação, o time pode dar sequência aos treinamentos visando o Brasileiro, que vai começar em janeiro.
Já no handebol, o treinador do Cesulon/Londrina, Giancarlo Ramirez, disse que os planos para a próxima temporada serão modificados, pois os atuais atletas terão que rever os seus contratos. Gian disse que ‘‘devido a estrutura do Cesulon, os jogadores não deverão ser prejudicados no seu salário de dezembro’’.
Segundo ele, neste ano os recursos da Fundação de Esportes só foram repassados a partir de maio. ‘‘De janeiro a abril quem bancou tudo foi o Cesulon’’. Devido a esta falta de dinheiro público, o Cesulon mudou os seus planos e não vai disputar os Jogos Abertos Brasileiros, em Atibaia, que teria direito por ter sido campeão nos JAPs, em Campo Mourão.
Ciclismo – ‘‘Dá vontade de parar com tudo’’. O desabafo é de José Luís Vasconcelos, técnico e diretor da equipe Caloi/Vega/Londrina. Segundo ele, esta situação do esporte londrinense desanima qualquer um. Desta maneira, ele deve liberar os principais atletas da equipe, como Murilo Fischer, único brasileiro que disputou a modalidade na Olimpíada de Sydney. José Luís disse que já tinha mantido entendimentos com várias empresas, visando a próxima temporada e terá que mudar os planos. ‘‘Não está compensando trabalhar no esporte londrinense’’.
A exemplo do handebol, José Luís disse que teve de bancar do próprio bolso as despesas de janeiro, fevereiro e março, pois ‘‘o repasse da Fundação só veio a partir de abril’’. A primeira consequência é o cancelamento da participação londrinense na etapa do Campeonato Paranaense marcada para domingo em Curitiba.

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