Patrocinadores ganham mais poder na Fifa
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Marcel Rizzo<br>Folhapress 
São Paulo - O conselho independente que vai tratar da reforma da Fifa terá 14 representantes, além do presidente nomeado ontem, o advogado suíço François Carrard, de 77 anos. A principal novidade nos nomes que farão parte do conselho é a presença de dois representantes de parceiros comerciais da entidade.
As denúncias de corrupção no futebol, que ocasionaram na prisão de sete cartolas às vésperas da eleição para presidência da Fifa, em 27 de maio, e a suspeita do pagamento de propinas para que o Catar receba a Copa-2022, minaram a relação da federação com seus principais patrocinadores. Por isso, o presidente Joseph Blatter decidiu que os parceiros poderão ter voz no grupo que discutirá as mudanças na entidade - o dirigente anunciou que renunciará e uma nova eleição foi marcada para 26 de fevereiro de 2016, quando também serão colocadas em votação as propostas que o conselho independente vai formular.
Atualmente, a Fifa conta com cinco parceiros comerciais: Coca-Cola, Adidas, Gazprom, Hyundai/Kia e Visa. Há também empresas que patrocinam a Copa do Mundo, como o McDonalds e a Budweiser.
A reportagem apurou que a mudança no formato do comitê independente que analisa propostas para a reforma foi um pedido direto dos patrocinadores, para não deixarem a entidade. O suíço Domenico Scala, que chefia a comissão de auditoria da Fifa e inicialmente foi indicado por Blatter para comandar a reforma, era considerado pelos parceiros comerciais e por membros da Uefa (União Europeia de Futebol) muito ligado à entidade e ao presidente Blatter.


