Se depender de novos patrocinadores, o vôlei feminino brasileiro terá uma temporada mais do que agitada em 1997/1998. O esporte já ganhou dois times de ponta - o Rexona, em Curitiba, e o que será montado pelo Laboratório Aché, ainda sem nome definido, em São Paulo - e está prestes a ganhar mais um apoio importante: o do Mappin, que patrocinará o Pinheiros.
A idéia do clube e do patrocinador é formar um time forte para brigar pelas primeiras colocações nos torneios de São Paulo e na Superliga.
Com o apoio da Blue Life, o Pinheiros disputou a Superliga deste ano sem muita sorte. O técnico Ari Rabello perdeu três jogadoras - Fernanda Doval, Andréia Teixeira e Janaína _ por causa de problemas físicos e o time acabou eliminado no play-off das quartas-de-final.
RexonaA Gessy Lever, por meio da marca Rexona, resolveu apoiar o esporte de uma maneira diferente. Além de montar um time feminino, a empresa vai patrocinar, em parceria com o governo do Paraná, o Centro de Alto Rendimento da modalidade, em Curitiba.
Já o Laboratório Aché pretende investir, inicialmente, apenas na equipe adulta. A médio prazo, porém, há a intenção de formar times de base e revelar jogadoras.
CampeõesOs atacantes Toaldo e Dentinho, atuais campeões brasileiros pela Olympikus, ficaram sem time no País, depois que o esporte adotou o ranking de atletas como uma forma de tentar equilibrar as forças entre as principais equipes. Sem poder disputar a Superliga pela Olympikus, os dois foram contratados pelo Nippon Stell, do Japão, onde conquistaram a admiração da torcida local e, mais do que isso, o título de campeão japonês.
TécnicoO técnico da JC Amaral/Recra, Chico dos Santos, anunciou ontem que vai deixar o comando da equipe após o término da Superliga Nacional de Vôlei Feminino. O time ainda disputa a fase semifinal da competição. Santos afirmou que sai ‘‘chateado’’ com o descaso dos dirigentes desde o início da competição. ‘‘Faltou apoio desde o começo’’, afirmou o treinador.

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