Patrocinador inicia trabalho no Comercial
Ribeirão Preto, 8 (AE) - O grupo que controla as marcas Café Jordão (Franca) e Lavy (empresa de tanque de lavar roupa, de Brodowski) criou a Welos Eventos e Participações Esportivas, que, neste ano, inicia um trabalho de cinco anos na administração do Comercial, de Ribeirão Preto, prometendo investir R$ 2 milhões em contratações e folha de pagamento, sendo R$ 500 mil agora, para voltar à Série A1 em fevereiro.
"Nosso objetivo é subir já", diz o diretor do grupo, Bencion Welcman, que, no ano passado, teve uma experiência na Francana. O patrocínio mensal de R$ 30 mil, da Lavy, na Francana
registrou um crescimento de 30% nas vendas, só em Franca.
"O retorno é excelente", avisa Welcman, definindo a meta para 2000: com a marca Café Jordão, na camisa do Comercial, pretende entrar em Ribeirão Preto e aumentar de 80 para 200 toneladas por mês em vendas do produto. "Vamos fazer promoções voltadas para o consumo do nosso café no estádio para consolidar nossa marca e abocanhar um pouco do mercado", afirma Welcman.
A Varig, pela primeira vez, investiu em marketing esportivo no interior paulista. Usou duas estratégias e já teve um resultado positivo. Em parceria com o Botafogo, que disputou o Campeonato Brasileiro em 1999, investiu cerca de R$ 30 mil em passagens aéreas com o time e em promoções com os torcedores.
Num dos jogos, uma pesquisa apontou que 74,8% do público lembrava-se de que a Varig era uma das empresas anunciantes no estádio. Com menos de quatro meses, sentiu o retorno na venda de passagens. Em julho, comercializava 23,9% de cada US$ 100 para o mercado do interior. Em outubro, o número saltou para 43,05%.
Outra parceria foi feita com o time de basquete COC. A Varig investiu cerca de R$ 4 mil na ginástica olímpica infantil, patrocinando duas competições internacionais. "Nesse caso, o retorno é um pouco mais demorado", comenta o gerente geral de vendas da Varig, Alexandre Camargo, que pretende renovar com o Botafogo e estender a idéia com o time de basquete masculino do COC, que recebe R$ 50 mil mensais do Sistema COC de Ensino, que tem 6,5 mil alunos (desde o maternal até o pré-vestibular) em Ribeirão Preto. (B.H.)





