São Paulo - O maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima recebeu dois quilos de ouro da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), ontem, por ter conquistado a medalha de bronze na Olimpíada de Atenas (Grécia).
O atleta recebeu a premiação equivalente aos medalhistas de ouro (um quilo). Mas, por pertencer ao clube de atletismo BM&F, recebeu a premiação em dobro. Nos Jogos de Atenas, Vanderlei Cordeiro liderava a maratona quando foi atacado pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan.
Ele acabou perdendo segundos importantes por causa da confusão e, pouco depois, foi ultrapassado pelo italiano Stefano Baldini e pelo norte-americano Mebrahtom Keflezighi, terminando a prova em terceiro.
O prêmio é entregue desde 1988 como incentivo aos atletas brasileiros que participaram dos Jogos. Os campeões olímpicos individuais em Atenas receberão um quilo de ouro. Os medalhistas de prata ficaram com 500 gramas, e os de bronze, com 250 gramas.
Filme A vida do fundista Vanderlei Cordeiro de Lima, desde que começou a competir, aos 16 anos, até o ataque do ex-padre irlandês Cornelius Horan e a medalha de bronze ganha na maratona da Olimpíada de Atenas, pode virar história de cinema. Ao voltar da Grécia, dia 3, o técnico Ricardo D'Angelo encontrou, em seu celular, cinco mensagens de um cineasta de Nova York, Loyso Smolinsky, que queria um contato com Vanderlei. O interessado foi informado de que o manager internacional do maratonista é o escritório da Global Sports Communication, do empresário Jos Hermens, na Holanda, que já negocia com o cineasta.
''Eles disseram que têm interesse em fazer um filme da vida dele e o contato da Global já viajou para Nova York. Só pedi para que não esqueçam que o Vanderlei antes de tudo é um atleta'', explicou D'Angelo. Vanderlei receberá o prêmio Abeb Bikila, dia 7 de novembro, na Maratona de Nova York, uma das mais tradicionais do mundo, e na sequência, dia 28, homenagem na Maratona de Milão.

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