Los Cardales - O paranaense Alexandre Pato foi um dos destaques do Milan na conquista do Campeonato Italiano na última temporada. Fez gols, foi decisivo, mas não era o centroavante da equipe rossonera. O posto era ocupado, e muito bem, pelo sueco Zlatan Ibrahimovic. Porém, na seleção, o ex-colorado vem sendo escalado como o homem de área e é assim que o técnico Mano Menezes quer que ele atue. O jogador acata.
Pato foi quem criou a principal chance brasileira de gol no empate com a Venezuela ao acertar o travessão do goleiro Vega, aos 38 minutos do primeiro tempo. Porém, ficou isolado lá na frente, tendo que brigar sozinho com os defensores. Questionado ontem, na coletiva de imprensa, se preferia jogar mais aberto, como no Milan, ele manteve o discurso politicamente correto.
''Vou fazer aquilo que o professor Mano pedir para eu fazer no campo e nos treinamentos, porque ele é o treinador. Quero jogar, estar ali e ajudar a seleção a sair com vitória'', afirmou o atacante. ''Jogar com Neymar, Ganso e Robinho é uma oportunidade de conhecer novas gerações e com eles é diferente. O Ibra é referência na frente. Robinho e Neymar jogam mais abertos''.
Os jornalistas insistiram nas perguntas sobre seu posicionamento. Queriam saber como ele havia se sentido na estreia, atuando como centroavante. ''Me senti como na primeira partida, contra os Estados Unidos. Meu trabalho é ficar ali na frente, segurar a bola e chutar a gol'', apontou Pato.
O setor ofensivo foi o mais criticado na estreia e nos amistosos de preparação. Em cinco jogos em 2011, o Brasil marcou apenas três gols, sendo dois de Neymar contra a Escócia e um de Fred contra a Romênia. Uma média pífia de um gol a cada 150 minutos de bola rolando.
''(Para mudar isso) É cada vez mais treinar em cima dos erros, do que está faltando e trabalhar as finalizações. Não vejo dificuldade. Mas que todos estão se esforçando ao máximo. São todos novos querem mostrar trabalho'', disse Pato, justificando também a escassez brasileira de gols.
O próprio técnico Mano Menezes afirmou no domingo que o setor ofensivo brasileira foi muito óbvio diante dos venezuelanos. Até por isso, havia a expectativa de mudanças na equipe titular para o confronto contra o Paraguai, sábado, às 16 horas, em Córdoba. Porém, aparentemente, elas não vão ocorrer.
Robinho, o mais criticado, era o favorito para deixar o time. Porém, no treinamento tático de ontem, ele manteve os mesmos 11 que começaram contra a Venezuela. Entre os reservas, a baixa foi o volante Sandro. Ele deixou o treinamento da manhã reclamando de dores na panturrilha direita. Não participou do trabalho da tarde e deve ser preservado hoje também.
Na atividade de hoje à tarde, Mano Menezes fará um trabalho fechado, sem a presença da imprensa.

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