Passarella quer que a Argentina tenha prudência
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sexta-feira, 12 de junho de 1998
Agência Estado 
Não interessa se os adversários de Grupo H da Argentina - Japão, Jamaica e Croácia - nunca disputaram uma Copa do Mundo. O técnico Daniel Passarella exige de seus jogadores toda a prudência possível nos confrontos contra os adversários. Passarella quer uma equipe cautelosa e objetiva. O modelo a ser seguido pelos atletas já foi definido: a atuação da equipe na vitória sobre o Brasil, no Maracanã.
Ganhar dos campeões do mundo deu aos argentinos a confiança no trabalho que vinha sendo feito. O sucesso no clássico sul-americano serviu também para aclarar algumas dúvidas que Passarella ainda tinha. O treinador usa a lógica: se o sistema de jogo adotado naquela partida deu certo contra o favorito ao título mundial, tem tudo para prevalecer no duelo contra adversários mais fracos.
Por isso, a Argentina vai jogar com os mesmos jogadores que participaram da vitória no Maracanã. A única mudança é a entrada do goleiro Carlos Roa no lugar de Germán Burgos. Roa só não jogou contra o Brasil porque naquele dia disputava a final da Copa do Rei, da Espanha, pelo Mallorca. Além disso, Burgos está machucado e não vai ficar nem na reserva. O atacante Gabriel Batistuta, que teve uma pequena torção no tornozelo esquerdo, também confirmou sua presença no ataque, deixando o jovem Hernán Crespo na reserva.


