O técnico da Seleção da Argentina, Daniel Passarella, disse ontem que ninguém deve ‘‘falar mal de Ariel Ortega’’ por causa da expulsão no jogo contra a Holanda (2 a 1), realizado sábado, em Marselha. O atacante foi expulso dois minutos antes de Bergkamp desempatar o jogo, porque deu uma cabeçada no goleiro Van der Sar. No lance anterior, Ortega caiu na área simulando um pênalti que o árbitro mexicano Brizio Cárter não marcou e recebeu um cartão amarelo.
‘‘Evidentemente, Ortega estava muito irritado e mal-humorado e, agora, não está bem porque se deu conta da situação’’, comentou Passarella. ‘‘Está muito triste e quando fui falar com ele no vestiário para perguntar-lhe o que tinha acontecido, me respondeu que houve um pênalti claro, mas que esses pormenores não faziam diferença’’, acrescentou.
Passarella, porém, ressaltou que esta, provavelmente, é a primeira vez que Ortega, jogando pela seleção, é expulso. Ele lamentou o fato de a equipe ter ficado sem o seu jogador mais importante ‘‘quando a Argentina tinha mais chances de ganhar do que de perder’’. O técnico insistiu que não o culpa ‘‘pela reação, porque um erro pode ser cometido por qualquer um’’.
Ortega garantiu que se não tivesse ido ao vestiário mais cedo, ‘‘poderia ter ganhado a partida’’ e não se sente responsável pela eliminação. Depois declarou que, se tivesse permanecido em campo, ‘‘a Argentina teria muitas possibilidades de ganhar pela diferença numérica (o holandês Numan também foi expulso), porque um homem a mais, no futebol atual, é muita vantagem’’. ‘‘Todos perdemos’’, justificou.

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