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| Foto: Gero Rodrigues/Estadão Conteúdo
Em nove partidas, treinador somou apenas duas vitórias, quatro empates e três derrotas com aproveitamento de 37%


São Paulo - A intensa pressão sobre o presidente Roberto de Andrade tornou-se insustentável e, ontem, o Corinthians confirmou a saída do técnico Oswaldo de Oliveira. Os péssimos resultados neste retorno ao time que o projetou para o futebol e o confuso momento político do clube foram determinantes para a dispensa do técnico, após somente dois meses de trabalho.
Oswaldo de Oliveira tinha contrato com o Corinthians até o fim de 2017, mas a sua demissão foi encaminhada em uma reunião entre a diretoria e o treinador, na última quarta-feira, em São Paulo. A decisão foi anunciada somente na quinta. Além de Roberto de Andrade, participaram da reunião com Oswaldo o diretor de futebol Flávio Adauto e o gerente Alessandro Nunes.
"Trouxemos o Oswaldo porque acreditávamos na competência dele. Sabíamos que não dava para fazer muita coisa nesse curto espaço de tempo, mas a resposta dada nesses dois meses de trabalho também não foi o mínimo que esperávamos", disse o presidente, em entrevista coletiva.
Com a turbulência nos bastidores e os pedidos cada vez mais fortes para que renuncie ao cargo, Roberto de Andrade viu na demissão de Oswaldo de Oliveira uma chance de apaziguar o clima no clube. Ele era o principal defensor do treinador na alta cúpula corintiana e bancou praticamente sozinho a sua contratação em outubro. O ex-presidente Andrés Sanchez e os seus aliados, como o ex-diretor Eduardo Ferreira, que se desligou da gestão de Roberto, foram contrários à contratação.
Roberto de Andrade admite o erro na contratação do treinador, mas assegura que tem acertado muito mais do que errado no comando do clube. "Erros sempre existem, ninguém tem 100% de acerto. Se analisar e tirar uma média, estamos com mais crédito do que débito. Agora precisamos aguardar o novo treinador, esperar a estrutura que ele vai querer ter e se vai trazer alguém", analisou.
O dirigente afirmou ainda que mexerá no elenco. "Sabemos que você pode errar, mas persistir no erro é pior ainda. Claro que a ideia é que o próximo treinador não fique dois meses, mas cinco ou 10 anos. Para isso acontecer é preciso ter resultado, no futebol sem resultado fica difícil. Se o elenco não funciona, tem que mexer no elenco também, é o que iremos fazer", comentou.
Em nove partidas sob o comando de Oswaldo de Oliveira, o Corinthians somou duas vitórias, quatro empates e três derrotas, com o péssimo aproveitamento de 37% dos pontos. É o pior aproveitamento entre os quatro treinadores que o Corinthians teve em 2016. Além dele, Tite, Cristóvão Borges e o auxiliar Fábio Carille exerceram a função nesta temporada.

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