Em 1963, Londrina ainda era a capital mundial do Café. Mas em abril daquele ano, ela se tornou também a capital estadual do futebol. O Londrina, que ainda era de Futebol e Regatas, cravava seu nome na história do Campeonato Paranaense com toda a autoridade. Era 21 de abril de 63 quando o Tubarão goleou o Coritiba por 4 a 2, em pleno Estádio Couto Pereira, botou a faixa de campeão no peito e deu início a uma rivalidade com o time e com a capital estadual que rompe a fronteira dos gramados. O primeiro dos três títulos estaduais do Tubarão completou domingo meio século.
O campeonato é o de 1962, mas a decisão foi disputada em 1963. Naquela época, o Paranaense era dividido em três grupos: Norte Velho, Norte e Sul. Além do Londrina, Cambaraense, campeã do Norte Velho, e Coritiba, vencedor da região Sul, estavam no triangular final.
Naquele feriado de Tiradentes, o modesto Londrina, com apenas oito anos de fundação, alcançava a segunda goleada em menos de uma semana sobre o tradicional Coritiba, que já acumulava 54 anos de história, mais até mesmo do que a cidade de Londrina, que tinha 28 anos à época.
Um dos destaques do Londrina era o atacante Gauchinho, maior artilheiro da história do clube, com 303 gols marcados. "Tinha muitos jogadores bons, o Adamastor, Paulo Vecchio, Paulinho, Pinheiro, Juvenal. Nós éramos uma equipe destinada a ser campeã", diz o ídolo alviceleste. "Esse time era uma parada, rapaz. Tínhamos a certeza de que seríamos campeões", conta Gauchinho.

No jogo do último domingo, o Londrina venceu o J. Malucelli por 3 a 0, chegando aos 25 pontos, um a menos do que o Atlético Paranaense

Em futebol, é o jogador que marca mais gols num determinado campeonato, também conhecido como melhor marcador

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