Passado condena Londrina Vôlei
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sábado, 30 de março de 2013
Rafael Souza<br> Reportagem Local 
O time já acabou há um ano, mas os problemas do Londrina Vôlei deixados por suas administrações continuam aparecendo fora de quadra. A má gestão da primeira temporada, que gerou várias ações trabalhistas, se repetiu também na segunda e o Instituto Pró Esporte de Londrina (Ipel), então mantenedor da equipe, responde por pelo menos mais seis ações trabalhistas de jogadores que chegaram a Londrina através da parceria com a Associação Blumenau Pró-Vôlei.
Os jogadores Caio de Prá (oposto), Rafinha (líbero), Ialisson (central), Dariel Cortina (ponta), Christiano Bosnich e China (levantadores) entraram com ações para receber salários atrasados. Segundo o advogado dos atletas, Luiz Fernando Pamplona Novaes, cada um deles move uma ação diferente. "São situações individuais, de salários, contrato", explica ele.
China, por exemplo, o capitão da equipe que terminou a Superliga 2011/2012 na última posição, conta ter recebido apenas o primeiro salário integral. "Nos meses seguintes, eles pagaram uma parte e disseram que pagariam o resto depois, mas ficou por isso", afirma o levantador, que parou de jogar profissionalmente após a passagem por Londrina. O contrato de todos eles com o Ipel era válido por sete meses e os pagamentos eram divididos entre os parceiros. Destes, apenas o levantador Chris tinha vínculo de seis meses.
O que chama a atenção é que nenhum representante do instituto tem comparecido às audiências para apresentar algum tipo de defesa. Foi o que aconteceu nas audiências de reconciliação. Segundo Novaes, os processos pelos quais ele é responsável estão na fase de instrução, para colher depoimentos de testemunhas. A próxima audiência agendada é a do caso de China, que acontece nesta segunda-feira, em Londrina.
Procurado pela reportagem da FOLHA, o presidente do Ipel, Mateus Goeber, afirmou não estar acompanhando o andamento das ações. Segundo ele, um advogado que prestou consultoria no início de sua gestão foi designado para defender o Ipel, mas em contato com a reportagem o próprio advogado, que não autorizou a citação de seu nome, negou a incumbência.
Condenação
No ano passado, Ipel, Prefeitura de Londrina e Fundação de Esportes de Londrina (FEL) já haviam sido condenados, em primeira instância, a indenizar os jogadores Paulo Ferreira, Renato Hermely, Marcelo Hargreaves e Guilherme Santos todos integrantes do time da temporada 2010/2011 -, também por salários atrasados. Segundo o advogado dos jogadores, Alex Medero, na segunda audiência, o tribunal retirou a condenação da Prefeitura e FEL, parceiros da equipe na época, mas ele já apresentou recurso no Superior Tribunal do Trabalho para restabelecer tais condenações dos subsidiários.
A conturbada gestão do time já virou caso até para o Ministério Público de Londrina, que no segundo semestre do ano passado, instaurou investigação para apurar supostas irregularidades na gestão da equipe. A denúncia foi feita pela Controladoria Geral do Município, que apontou malversação do dinheiro público o Ipel manteve convênio com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) de fevereiro a dezembro de 2011, pelo qual recebeu R$ 240 mil do Fundo Especial de Incentivo ao Esporte (Feipe). O MP pede a devolução de pouco mais de R$ 168 mil.


