Paulo WolfgangOtimismoGomide acredita que a CPI funcione na primeira quinzena de agostoA lista definitiva com 209 assinaturas de deputados garantiu ontem a apresentação do projeto de resolução do deputado Ricardo Gomyde (PC do B/PR), que propõe a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de favorecimento e tráfico de influência na Comissão Nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, a tramitação do projeto só pode ser interrompida se metade dos que assinaram a lista desistirem de apoiar a iniciativa de Gomyde. Ontem mesmo o vice-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB/PE), deu entrada no pedido de urgência do projeto com quase 400 assinaturas.
Anteontem, dia em que o projeto seria enviado para publicação em avulso, houve uma verdadeira guerra entre os partidários da CPI e defensores da CBF, como o deputado Renato Johnsson (PSDB/PR). Há cerca de duas semanas, Gomyde havia entregue à Secretaria da Mesa uma lista com 174 assinaturas, três a mais que o necessário para um pedido de abertura de CPI. A manobra para derrubar o projeto começou na manhã de anteontem. Num verdadeiro trabalho de ‘‘formiguinha’’, o deputado Johnsson passou o dia entregando à Secretaria Geral da Mesa requerimento com a retirada de 41 assinaturas da lista de Gomyde. Mas outras, de apoio, foram acrescentadas.
Para brecar a evasão de deputados entraram em campo o próprio Gomyde, o segundo vice-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB/PE), e o deputado Wilson Campos (PSDB/PE). Cavalcanti chegou a discursar em plenário, no meio da tarde, para denunciar a manobra. ‘‘Não acreditamos que aqueles que puseram sua assinatura pedindo a instalação de uma CPI assinem outra que não dê condições para que se investigue as bandalheiras que estão acontecendo na CBF’’, apelou.

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