Participantes passam por uma rigorosa vistoria no Egito
Agência Estado
De Dakhla, no Egito
Na chegada a Dakhla, no Egito, ontem, os participantes do Dacar (todos) foram submetidos a uma rigorosa fiscalização. Os pilotos eram surpreendidos por fiscais que queriam tirar o número do chassis e dar uma inspecionada geral algo inédito. Inédito também é o que foi feito com os passaportes dos jornalistas, que agora têm escritos, em árabe, a marca e o número de série de seus computadores, bem ao lado do visto do Egito.
É a primeira vez que o rali passa por esse país. Burocracias à parte, o tratamento dado aos recém-chegados é de primeira linha, com muita gentileza. Hoje, na 15ª etapa (11ª , na prática), serão 606 quilômetros (352 de especial), saindo de Dakhla, no Egito, e voltando para a mesma cidade.
Na etapa de ontem, entre Khofra e Dakhla, a grande surpresa foi a quebra do motor do espanhol Joan Roma, que liderava tranquilo e agora deixou livre para o francês Richard Sainct o caminho do bi.
Nos carros, o francês Jean-Louis Schlesser, também em busca do bi, aumentou sua vantagem na liderança. E nos caminhões, continua em primeiro o russo Vladimir Tchaguine, 20 minutos à frente do brasileiro André Azevedo, o segundo. André, com seu Tatra, viu o Kamaz de Vladimir Tchaguine parado no caminho e chegou a sonhar com o primeiro lugar. Mas ainda não foi dessa vez.
Resultados dos brasileiros nos carros: Kléver Kolberg (22º e 16º no geral, segundo na categoria Maratona), Arnoldo Silveira (42º e 45º, quarto entre os iniciantes), Roberto Macedo (48º e 65º), Cacá Clauset (50º e 51º). Nas motos, Juca Bala obteve o nono melhor tempo, o melhor da Maratona. No geral, é o 14º, quarto na Maratona.
Alberto Fadigatti está recuperado do acidente de quarta-feira e foi transferido ontem para um hospital no Cairo, onde vai aguardar o fim da prova. Dos pilotos feridos no grave acidente que envolveu quatro carros, também quarta-feira, o caso mais grave é o do português João Manuel Luz, operado ontem, que não conseguia mover as pernas. Seu compatriota Carlos Souza também foi operado. Todos os outros foram hospitalizados, com exceção do francês Maimon Pascal, que teve alta.





