Rio - A credibilidade do Corpo de Bombeiros e o caótico sistema de saúde pública do País vão atuar juntos no socorro aos atletas, delegações e torcedores durante os Jogos Parapan-Americanos do Rio. Se no Pan os participantes estavam respaldados por uma das principais empresas de sa© úde privada do Brasil, na competição para atletas portadores de necessidades especiais todos dependerão do falido sistema público.
Há muito em colapso, com as constantes faltas de médicos e remédios, e as longas filas de atendimento, os hospitais públicos do Rio, dentre eles o Souza Aguiar, no Centro, o Miguel Couto, na Gávea (zona sul), e o Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste), receberão os casos de atendimento médico do Parapan. No Pan, essa tarefa havia ficado sob a competência da principal rede de hospitais particulares do estado.
Apesar do mau serviço prestado pelo sistema público de saúde, o coordenador de gestão operacional do Corpo de Bombeiros para os Jogos Parapan-Americanos, coronel Sérgio Simões, tentou tranquilizar os participantes Para ele, a credibilidade adquirida pela corporação ao longo dos anos é a garantia de que tudo ocorrerá bem para todos os que precisarem de atendimento médico. ''É um compromisso nosso prestar um serviço ágil e vamos fazer jus a nossa credibilidade. Isso eu garanto'', frisou o coronel Simões.
Durante o Pan do Rio, o Corpo de Bombeiros se responsabilizou somente pelo atendimento ao público, enquanto atletas, delegações e profissionais eram respaldados pela Golden Cross. Como ela não renovou o contrato de parceria para a disputa do Parapan, a Defesa Civil assumiu toda a área de saúde dos Jogos, inclusive a policlínica da Vila Pan-Americana e a montagem de postos médicos nas instalações esportivas.
Simões contou que os bombeiros treinaram com a guarda costeira dos Estados Unidos, que trabalhou em Nova Orleans após a passagem do furacão Katrina. E os ensinamentos recebidos permitiu a elaboração do organograma funcional e administrativo de gestão dos Jogos. (Agência Estado)

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