Participação feminina em Sydney será recorde
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domingo, 12 de dezembro de 1999
Por Heleni Felippe 
São Paulo, 12 (AE) - Os últimos Jogos Olímpicos do milênio vão ser das mulheres, pelo menos para o Brasil. Os quatro esportes coletivos classificados para a Olimpíada de Sydney, de 13 de setembro a 1.º de outubro, são femininos, reunindo 56 atletas - 18 do futebol, 15 do handebol, 12 no basquete e 11 no vôlei. Os 19 esportes olímpicos que têm vagas asseguradas vão levar 76 mulheres, recorde de participação do Brasil, que deverá ir a Sydney com 230 atletas. Na edição de 1996, na Olimpíada de Atlanta, 66 dos 225 atletas que competiram eram mulheres.
Um terço da missão brasileira em Sydney, 33% até o momento, será formado por mulheres - elas estrearam nos Jogos de Paris, em 1900. A precursora do Brasil foi Aída dos Santos, do atletismo, que competiu, em Tóquio, em 1964.
É certo que o número de homens na equipe ainda vai aumentar com os pré-olímpicos. Se o basquete e o handebol masculino não têm mais chances de obter vagas, o futebol e o vôlei têm tudo para levar seus representantes masculinos à Austrália. O Pré-Olímpico de Vôlei será em janeiro, em São Caetano, e o do futebol, em janeiro e fevereiro, no Paraná.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já fez o planejando detalhado da preparação e da missão, em conjunto com as 19 confederações, para os esportes classificados, mas só terá a relação definitiva no fim de agosto. "No dia 26, estaremos entregando a lista com os nomes para a organização olímpica em Sydney", afirma o supervisor técnico, José Roberto Perillier. "A maior problemática estão nos esportes, como a natação e o atletismo, que têm índices individuais." O atletismo será a última modalidade a fechar sua lista. "Todas as confederações sabem que a data-limite é 10 de agosto", frisa Peri.
O atletismo decidiu, em reunião de seu Conselho Técnico, em setembro, que têm vagas asseguradas os vice-campeões do Mundial de Sevilha, Claudinei Quirino da Silva (200 m) e Sanderlei Parrela (400 m), além de Eronildes Nunes de Araújo, 4º. colocado nos 400 m com barreiras, e Maurren Higa Maggi, 8ª. no salto em distância, na mesma competição. Os demais atletas terão de obter índices, conforme tabela de tempos e marcas divulgada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
Os esportes em que o Brasil já tem os nomes de seus representantes definidos são: tênis de mesa (Lígia Santos da Silva - individual, Hugo Hoyama - individual e duplas e Carlos Issamu Kawai - duplas), vela (classe Star - Torben Grael e Marcelo Ferreira, Mistral - Ricardo Winicki e Laser - Robert Scheidt), triatlo (Armando Barcellos e Carla Moreno), vôlei de praia (Emanoel e Loyola e Adriana Behar e Shelda), adestramento (Jorge Ferreira da Rocha), saltos ornamentais (Cassius Duran e Juliana Veloso), ciclismo (montanha - Márcio Ravelli, estrada - Cláudia Carceroni), natação (Fernando Scherer, Xuxa - 50 e 100 m
livre, Luiz Lima - 400 m, livre, Alexandre Massura - 100 m, costas, e Leonardo Costa - 200 m, costas).
No tênis masculino, o critério de classificação tem base no ranking mundial e o Brasil presença certa. Os 48 tenistas mais bem colocados, em julho de 1999, jogam em Sydney, além de 16 convidados. Cada País pode levar três competidores. Gustavo Kuerten (atual 5º. no ranking mundial) e Fernando Meligeni (29º.) são presenças praticamente garantidas. Outros esportes classificados não têm a definição dos atletas que vão representá-los. Dependem de convocações, como o vôlei, o handebol, o basquete e o futebol ou de seletivas, casos do tae kwon do (1 atleta), judô (7 no masculino e 6 na feminina), natação (12 vagas), hipismo (4 para os saltos e 7 do Concurso Completo de Equitação), canoagem (1 atleta para o K1 1000 e 2 para o K2 1000), ginástica rítmica (equipe de 6 atletas) e ginástica artística (2 atletas).


