Genebra - Se o Comitê Olímpico Internacional (COI) optar pelo Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016, terá a menor renda em ingressos e mais baixo valor em patrocínios entre todos os quatro candidatos. O valor obtido com a venda de ingressos no Rio seria metade do que Chicago ou Tóquio calculam. Em patrocinadores, a renda do Rio seria de apenas 30% do que a cidade norte-americana obteria.
  Os detalhes fazem parte do relatório do COI sobre as cidades candidatas a receber a competição. A decisão será no início de outubro. Segundo a avaliação, o Rio tem vários pontos positivos e não deixa a desejar para outras candidaturas. Mas a situação comercial e os lucros gerados também serão avaliados.
  A constatação do COI é de que os ingressos no Rio serão os mais baratos entre todos os candidatos. Na cidade carioca, serão 7,1 milhões de ingressos colocados à venda: 31% deles custarão menos de US$ 20. O preço médio será o menor: US$ 36. No total, a renda chegaria a US$ 361 milhões.
  Já em Chicago, 8,9 milhões de ingressos serão colocados à venda. A média dos preços será de US$ 71. Com isso, a arrecadação chegará a US$ 705 milhões.
  Em Tóquio, a proposta é parecida. Serão 8,6 milhões de ingressos colocados à venda, com preço médio de US$ 87. A renda chegaria a US$ 719 milhões. Os valores mais próximos ao do Rio são os de Madri, com uma renda US$ 507 milhões. O preço médio será de US$ 83 por ingresso, quase três vezes maior que o do Rio.
  Na obtenção de patrocínios, o Rio também teria o menor lucro. Seriam US$ 570 milhões em patrocínios locais. A venda de materiais de promoção chegaria a mais US$ 50 milhões. O COI deixou claro sua preocupação com a realização da Copa do Mundo em 2014 no Brasil e uma eventual fatiga dos patrocinadores.
  Chicago vive uma situação bem diferente. Só em patrocínios a meta é de acumular US$ 1,8 bilhão. Em vendas de materiais, os americanos acumulariam US$ 170 milhões. Já Madri estipula uma meta de US$ 659 milhões em patrocinadores locais. Outros US$ 122 milhões seria coletados com a venda de materiais promocionais. Uma loteria ainda geraria US$ 24 milhões. Em Tóquio, a meta é de US$ 708 milhões em patrocínios e US$ 115 milhões em vendas de produtos.

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