Guadalajara - Quem acompanhou o técnico Carlos Alberto Parreira em 2002, no Corinthians, praticamente não o viu irritado em nenhuma ocasião. Quem vem acompanhado Parreira em pouco mais de três meses à frente da seleção já vê seus primeiros sinais de estresse. Parreira, que sofreu tanto em 1994, não imaginava que as cobranças fossem começar tão cedo. No início da madrugada de ontem, após o empate com o México por 0 a 0, no Estádio Jalisco, o treinador mostrou impaciência em alguns momentos e irritação com determinadas perguntas.
Conhece mais do que niguém as pressões de se dirigir o time nacional, mas achou que pudesse ter um pouco mais de tranquilidade. Afinal, assumiu a equipe com elevadíssimos índices de popularidade, após ter conquistado dois títulos com o Corinthians, o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil.
O retrospecto da equipe neste ano, com Parreira, é muito ruim: dois empates e uma derrota. E dois dos jogos foram contra adversários frágeis, China e México. A seleção marcou só 1 gol e tem média de 0,33.

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