Parreira testará meio na Copa América
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terça-feira, 08 de junho de 2004
Silvio Barsetti<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Copa América vai ter pelo menos uma grande utilidade para a seleção brasileira. Sem contar com os principais jogadores, ausentes da lista que será anunciada hoje no Rio, o técnico Carlos Alberto Parreira aproveitará o longo período de treinamentos e jogos a fim de decidir qual a melhor formação do meio-de-campo para a sequência da disputa das Eliminatórias do Mundial de 2006. Edmílson, como volante, e Juninho Pernambucano, como segundo homem do setor, estão à frente de Gilberto Silva e Kleberson. Júlio Baptista corre por fora e também tem a possibilidade de lutar por uma vaga no meio.
As opções de Parreira são mais extensas. Zé Roberto, até então com vaga garantida entre os titulares, pode se ver ameaçado por Edu, em excelente fase. Todos esses jogadores devem estar na relação que Parreira divulgará na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Os atacantes Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho e os laterais Cafu e Roberto Carlos vão ficar fora da lista. O goleiro Dida e o meia Kaká também devem ser poupados até a tarde de ontem, a comissão técnica ainda estava em dúvida quanto ao aproveitamento ou não desses dois atletas.
A seleção se apresenta dia 23 em Teresópolis, na região serrana do Rio, onde treina até o dia 1º de julho. Depois, viaja para Arequipa, no Peru, país-sede da Copa América, competição que será disputada de 6 a 25 de julho. Parreira, o coordenador-técnico Zagallo e o supervisor Américo Faria não foram ontem à CBF. Mantiveram-se em contato permanente por telefone.
Embora publicamente o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, venha repetindo discurso de que a seleção levará força máxima à Copa América uma atitude política, para agradar a Confederação Sul-Americana de Futebol , entre jogadores e comissão técnica sabe-se que não existe esse rigor do dirigente. Ele aceita a postura dos atletas mais experientes, dispostos a não participar da Copa América para desfrutar das férias. E já deixou isso claro a Parreira.
Nas últimas semanas, um clima de suposta tensão entre a diretoria da CBF e a comissão técnica da seleção foi ''fabricado'' nos corredores da entidade. Na verdade, tratava-se de uma estratégia da CBF para não ver arranhada suas boas relações com a Sul-Americana e a Federação Peruana de Futebol, no momento em que a lista ''capenga'' de Parreira fosse anunciada.


