Rio de Janeiro - A pressão de clubes europeus para que seus jogadores não sejam mais liberados a fim de disputar amistosos de seleções fora do continente é vista como um sério problema para Carlos Alberto Parreira. ''Se isso ocorrer, vai nos prejudicar muito, sem dúvida'', disse o técnico do Brasil.
Até agora, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Os clubes europeus estariam tentando um ''acordo de cavalheiros'' com a entidade máxima do futebol.
A intenção da comissão técnica da seleção brasileira é a de fazer a partir do segundo semestre deste ano vários amistosos, alguns deles na América do Sul e no próprio Brasil. Se a idéia dos clubes europeus ganhar força e se concretizar, esses jogos estariam praticamente inviabilizados.
''Seria bastante complicado reunir uma seleção somente com os que atuam no País'', prosseguiu Parreira. O técnico ressaltou que a medida seria muito boa apenas para os clubes europeus. ''Na verdade, não poderíamos mais marcar amistosos no Brasil.''
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, desconhece qualquer opinião da Fifa sobre a hipótese. Ele esteve na semana passada na Suíça, participando de reuniões do Comitê Executivo da Fifa. ''Foram discutidas várias coisas e não se falou nisso. A CBF não recebeu nenhum comunicado''.

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