Rio de Janeiro - A torcida brasileira já conhece todos os jogadores que o técnico Carlos Alberto Parreira e o coordenador Zagallo poderão convocar para a Copa da Alemanha. Mas o sucesso do Brasil nos gramados também depende de uma outra seleção que não entra em campo. São os médicos,preparadores físicos, auxiliares, assessores, massagistas, roupeiros e até um espião, que no dia-a-dia lidam com a pressão de ter sob a responsabilidade os maiores e melhores jogadores do mundo.
Para a conquista do hexacampeonato mundial na Alemanha, Parreira montou uma equipe de excelência e experiente em competições internacionais. Alguns dos convocados, como o médico José Luiz Runco, já estavam na seleção quando o treinador assumiu em 2002. Outros, como o preparador físico Moracy Sant'Anna e o auxiliar-técnico Jairo Leal são conhecidos por sempre acompanharem Parreira.
Moracy e Leal, inclusive, têm um motivo especial para comemorar em 2006. Enquanto o preparador físico festeja 20 anos de parceria com Parreira, o auxiliar-técnico já acumulou dez anos de uma ''união estável''.
''Já são 20 anos desde que começamos a trabalhar nos Emirados Árabes. E garanto que tivemos mais momentos alegres do que tristes'', contou Moracy, que se prepara para disputar a sua sexta Copa as outras foram em 1990, com a seleção dos Emirados Árabes, em 1998, com a Arábia Saudita, e em 1982, 1986 e 1994, com o Brasil. Atualmente, ele divide a preparação física brasileira com Paulo Paixão, pentacampeão do mundo em 2002.
Programar os roteiros de viagens, organizar as convocações e fazer contato com jogadores é responsabilidade do supervisor Américo Faria. Há 37 anos no futebol, desde 1990 ele tem ocupado o cargo na seleção e administrativamente é uma das peças principais da comissão técnica.
À frente de um dos mais visados e pressionados departamentos da seleção, o médico José Luiz Runco afirmou que aliar o pouco tempo com a necessidade de recuperar os jogadores é o principal desafio. Para superá-lo, ele conta com uma equipe formada por um médico clínico, Serafim Borges, um ortopedista, Rodrigo Lasmar, um fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan, além de uma nutricionista, Silvia Ferreira.
Dificuldades Na intermediação entre jornalistas de todo o mundo e a seleção, o assessor de imprensa Rodrigo Paiva recordou que uma de suas principais dificuldades foi a de fazer os atletas entenderem que os profissionais brasileiros são mais atuantes e exigentes do que os europeus. ''Os jogadores não entendiam que os jornalistas brasileiros precisam de notícias todos os dias. Na Europa, quando estão nos clubes, eles ficam até 20 dias sem falar e acaba tudo por isso mesmo'', disse Paiva.
A seleção brasileira que não entra em campo ainda conta com outros profissionais como o preparador de goleiros Wendell Ramalho, o administrador Guilherme Ribeiro, os roupeiros Antonio Silva e Rogelson Barreto, além do massagista Deni Silva.
Na segurança, o coronel Castelo Branco é conhecido por seu rigor excessivo na tentativa de resguardar os jogadores brasileiros. E, na função de espionar os adversários, o espião Jairo Santos. Todos sob o comando do secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Antônio Teixeira.

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