Parreira surpreende e opta por Magrão
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segunda-feira, 11 de outubro de 2004
Silvio Barsetti<br> Agência Estado 
Maceió - O anúncio oficial ainda não foi feito. Mas não há dúvidas. O meia Magrão, do Palmeiras, vai ser titular da seleção brasileira no confronto de amanhã contra a Colômbia, pela primeira rodada do returno das Eliminatórias do Mundial de 2006. O técnico Carlos Alberto Parreira surpreendeu a todos, até mesmo Edu, muito cotado para ser o substituto de Juninho Pernambucano, o que repetiria a decisão tomada pelo treinador no sábado, contra a Venezuela, quando optou por Edu, após a saída de Juninho, contundido. O meia do Lyon foi cortado ontem do grupo e, para seu lugar, Parreira convocou Elano, do Santos.
Depois do almoço, Parreira disse que não estava disposto a fazer improvisações, deixando a entender que o meia-esquerda Edu ficaria na reserva e que Magrão iniciaria a partida. A comprovação disso veio pouco depois. O atleta do Palmeiras participou de todo o coletivo, de 44 minutos de duração, e agradou o técnico. Elano chegou a tempo de treinar, mas será o suplente de Magrão.
''Coerência, acima de tudo. É assim que trabalho'', disse o técnico. ''Todo bom jogador, como o Edu, se adapta a qualquer posição, desde que haja tempo para treinar.''
A estréia de Magrão na seleção vai estar relacionada a uma série de coincidências, todas favoráveis ao meia do Palmeiras. Nas últimas duas semanas, Parreira perdeu quatro jogadores do setor, todos por contusão, que atuavam pelo lado direito, como Magrão. Primeiro foi Gilberto Silva, cortado do grupo por um problema nas costas. Foi exatamente para a vaga do atleta do Arsenal que Magrão acabou convocado. Seria apenas para compor o grupo. Nem Parreira acreditava na eventualidade de ter de escalá-lo. Tanto que o deixou fora até da lista dos reservas da partida contra a Venezuela.
Naquele momento, outros meias ainda estavam à frente de Magrão como opções de Parreira. Edmílson, titular da seleção nos últimos anos, era figura indispensável. Mas sofreu grave lesão de joelho e também foi afastado da seleção. No sábado, Kaká recebeu o segundo cartão amarelo e acabou suspenso pela justiça esportiva. E Juninho Pernambucano, que torceu o tornozelo direito pela terceira vez em menos de dois meses, seguiu ontem de carro para Recife, a fim de desfrutar do convívio de parentes até quinta-feira, quando retornará para a França. ''O futebol brasileiro é grande por isso, pelas peças de reposição. Quatro perdas, quatro mudanças, e a qualidade não cai'', comentou o técnico.
Hoje, haverá uma recreação no Rei Pelé, no período da tarde. Parreira disse que poderia realizar também um rápido treino tático ou até um minicoletivo. A hipótese é improvável, até pelo que o próprio treinador declarou, em seguida. ''Há um consenso entre médicos, preparador físico e os demais colegas da comissão técnica de que na véspera da partida não se deve fazer nada de especial. Ainda mais porque estamos vindo de um jogo muito desgastante.''


