Ci­da­de do Ca­bo - An­tes de ser re­ve­la­do o úl­ti­mo ad­ver­sá­rio da Áfri­ca do Sul na pri­mei­ra fa­se da Co­pa de 2010, Car­los Al­ber­to Par­rei­ra já sa­bia que a se­le­ção an­fi­triã não te­ria vi­da fá­cil - afi­nal, Mé­xi­co e Uru­guai já es­ta­vam no Gru­po A. Tu­do fi­cou ­pior quan­do a Fran­ça foi de­fi­ni­da co­mo a ri­val eu­ro­peia dos sul-afri­ca­nos. O téc­ni­co bra­si­lei­ro não con­se­guiu es­con­der a ex­pres­são de de­sa­gra­do.
  Ape­sar do ba­que - que atin­giu até a ­atriz sul-afri­ca­na Char­li­ze The­ron, apre­sen­ta­do­ra do sor­teio -, Par­rei­ra não ­quis ser pes­si­mis­ta. Afir­mou que to­das as cha­ves da Co­pa es­tão equi­li­bra­das. ‘‘Tal­vez a nos­sa se­ja a ­mais di­fí­cil, por­que tem ­dois cam­peões mun­diais (Uru­guai e Fran­ça). Mas não há ne­nhum gru­po da ­morte’’, afir­mou o trei­na­dor bra­si­lei­ro, que fa­rá a aber­tu­ra con­tra o Mé­xi­co.
  ­Mais do que os ad­ver­sá­rios já de­fi­ni­dos ou o ­apoio da tor­ci­da, o tra­ba­lho de pre­pa­ra­ção pa­ra a Co­pa do Mun­do é que po­de­rá di­zer ­quais as ­reais as­pi­ra­ções dos sul-afri­ca­nos no tor­neio, apos­ta Par­rei­ra. ‘‘Te­mos que trei­nar o má­xi­mo pos­sí­vel. A tor­ci­da se­rá im­por­tan­te, vai ha­ver ­apoio, mas é ne­ces­sá­rio que ha­ja uma boa ­prepa-ração’’, ex­pli­cou.
  Já o téc­ni­co Ray­mond Do­me­nech mos­trou preo­cu­pa­ção com os ad­ver­sá­rios fran­ce­ses na pri­mei­ra fa­se da Co­pa. Ele ad­mi­tiu que se­rá di­fí­cil en­ca­rar a Áfri­ca do Sul, ­além de Mé­xi­co e Uru­guai. ‘‘Não es­tou sa­tis­fei­to. Fi­ca­mos no gru­po do ­país an­fi­trião e is­so nun­ca é fá­cil. Sa­be­mos co­mo é im­por­tan­te ser o an­fi­trião nos jo­gos de Co­pa do ­Mundo’’, afir­mou o trei­na­dor. (A.E.)

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